{"id":219855,"date":"2024-06-04T18:02:22","date_gmt":"2024-06-04T21:02:22","guid":{"rendered":"http:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/?page_id=219855"},"modified":"2025-06-23T23:02:02","modified_gmt":"2025-06-24T02:02:02","slug":"a-sala-de-estudo-aritmetica-dos-restos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/a-sala-de-estudo-aritmetica-dos-restos\/","title":{"rendered":"(A) Sala de Estudo: Aritm\u00e9tica dos Restos"},"content":{"rendered":"<p class=\"ti3\"  style=\"text-align:center;\">Clique no bot\u00e3o abaixo para visualizar a Sala.<\/p>\n<div style=\"text-align:center;margin-top:10px;\">\n<input class=\"bo1 c1 cb13\" style=\"width:150px;\" value=\"Sala\" title=\"Clique aqui\" type=\"button\" onclick=    \"if(this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display != ''){this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = '';this.value = 'Ocultar';} else{this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.value = 'Sala';}\" \/>  <\/p>\n<div style=\"display: none;\">\n<div class=\"gr1 cb91\" style=\"color: #040404; padding:30px; font-size: 16px; padding-bottom:10px;\">\n<div class=\"nome c9\" style=\"font-size: 45px;\"><strong>Aritm\u00e9tica dos Restos<br \/>\n<\/strong><\/div>\n<hr style=\"height:3px; width:100%;background-color:#77ae52;   margin-top: 20px; margin-bottom: 8px; border: 0 none\"\/>\n<hr style=\"height:3px; width:100%;background-color:#77ae52;   margin-top: 8px; margin-bottom: 30px; border: 0 none\"\/>\n<center><\/p>\n<div  style=\"background-color:#d2e4c5;border:1px solid #77ae52;line-height: 30px; padding:20px;text-align:justify; width:92%\">\n<em><strong>1)<\/strong> J\u00falia tem 132 balas e deseja dividi-las, inicialmente, entre 15 amigos e, o que sobrar, entre outros 5 amigos. Quantas balas sobrar\u00e3o para J\u00falia?<br \/>\n<strong>2)<\/strong> Agora, J\u00falia quer dividir um n\u00famero diferente de balas entre 13 amigos, de modo que cada um deles receba 4 balas a mais do que restar\u00e1 a ela. Quais as quantidades poss\u00edveis de balas que J\u00falia pode ter?<\/em>\n<\/div>\n<p><\/center><\/p>\n<p style=\"margin:30px 30px 20px 30px;\">\nMuitas quest\u00f5es em nosso cotidiano, como as apresentadas acima, envolvem restos; e o ramo da Matem\u00e1tica respons\u00e1vel pelo seu estudo \u00e9 a <span class=\"c9\"><strong>Aritm\u00e9tica dos Restos<\/strong><\/span> ou <span class=\"c9\"><strong>Aritm\u00e9tica Modular<\/strong><\/span>. Apesar de quest\u00f5es como estas serem resolvidas comumente pelo &#8220;Algoritmo da Divis\u00e3o Euclidiana&#8221;, alguns problemas e demonstra\u00e7\u00f5es mais complexas exigem um conhecimento aprofundado do assunto, bem como nota\u00e7\u00f5es mais elaboradas.<br \/>\nH\u00e1 muito estudo sobre o tema em livros sobre Aritm\u00e9tica e Teoria dos N\u00fameros. No entanto, apesar de utilizarmos os restos de divis\u00f5es para resolver in\u00fameros problemas, tanto te\u00f3ricos quanto reais, esse assunto n\u00e3o est\u00e1 presente nos curr\u00edculos do Ensino M\u00e9dio e, portanto, o material destinado aos alunos nessa fase de ensino \u00e9 escasso.<br \/>\nO objetivo desta Sala de Estudos \u00e9 permitir que voc\u00ea, caro leitor, aprofunde um pouco mais seus conhecimentos acerca dos elementos da divis\u00e3o e, sobretudo, do <strong>resto<\/strong>. Ao final do conte\u00fado, apresentaremos tamb\u00e9m alguns problemas sobre o assunto, muito comuns tanto em concursos e vestibulares como em Olimp\u00edadas de Matem\u00e1tica mais avan\u00e7adas.<br \/>\nSe voc\u00ea ficou curioso(a) com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s solu\u00e7\u00f5es dos problemas apresentados acima, \u00e9 s\u00f3 clicar no bot\u00e3o abaixo!<\/p>\n<p style=\"margin:20px;\">\n<div style=\"text-align:center;\"><input class=\"bo1 c9 cb93\" style=\"width:150px;\" value=\"Resposta\" title=\"Clique aqui\" type=\"button\" onclick=    \"if(this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display != ''){this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = '';this.value = 'Ocultar';} else{this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.value = 'Resposta';}\" \/>   <\/p>\n<div  style=\"display: none;\">\n<div class=\"gr1 cb97\" style=\"color: #040404; padding:20px; font-size: 16px; padding-bottom:10px; width:98%;\">\n<strong>1)<\/strong> A divis\u00e3o de 132 por 15 deixa resto 12 (132=15\u00d78+12) e a  divis\u00e3o de 12 por 5 deixa resto 2 (12=2\u00d75+2); portanto, sobrar\u00e3o 2 balas para J\u00falia.<br \/>\n<strong>2)<\/strong> Pelo Algoritmo da Divis\u00e3o Euclidiana, o qual veremos logo adiante, temos que o problema pode ser equacionado do seguinte modo: sendo [tex]a[\/tex] a quantidade inicial de balas, ent\u00e3o:<br \/>\n [tex]\\quad a=13(r+4)+r[\/tex], sendo  [tex]0\\leq r \\leq12, r \\in \\mathbb{\u2124}. [\/tex]<br \/>\nOs valores positivos de [tex]a[\/tex] que podem ser obtidos a partir dessas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o, portanto, os seguintes:<br \/>\n[tex]\\qquad a \\in \\{52,66,80,94,108,122,136,150,164,178,192,206,220\\}.[\/tex]\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c;   margin-top: 30px; margin-bottom: 8px; border: 0 none\"\/>\n<hr style=\"height:5px; width:100%;background-color:#6fa34c;  margin-top: 8px; margin-bottom: 8px;  border: 0 none\"\/>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c;   margin-top: 8px; margin-bottom: 30px; border: 0 none\"\/>\n<p class=\"ti1 c9 \" style=\"line-height:30px;margin:30px; font-size:21px;\">I &#8211; Divis\u00e3o e Aritm\u00e9tica: Um pouco de Hist\u00f3ria&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; De acordo com os historiadores, quem introduziu o estudo da Matem\u00e1tica na Gr\u00e9cia, ber\u00e7o do pensamento ocidental, foi <strong>Tales de Mileto<\/strong> (640-546 a.C.). Tales teria trazido consigo para a Gr\u00e9cia os conhecimentos de Geometria e Aritm\u00e9tica que aprendera com os sacerdotes eg\u00edpcios. Interessado em Astronomia e Filosofia, Tales difundiu a Geometria na sua cidade, chamada Mileto. Ao faz\u00ea-lo, acabou por introduzir uma inova\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria que em muito se diferia da matem\u00e1tica eg\u00edpcia: a ideia de que as verdades matem\u00e1ticas devem ser provadas. A diferen\u00e7a entre a Matem\u00e1tica que se iniciava na Gr\u00e9cia Antiga e a eg\u00edpcia era que, enquanto para os eg\u00edpcios ela se tratava de uma arte que os auxiliava em seus trabalhos de engenharia e agrimensura, na Gr\u00e9cia ela adquiriu de fato um car\u00e1ter cient\u00edfico, gra\u00e7as \u00e0 atividade filos\u00f3fica que l\u00e1 j\u00e1 se desenvolvia. (Para saber mais sobre Tales de Mileto, clique  <a href=\"http:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/b_tales-de-mileto\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\"><strong><span class=\"c9l\">AQUI<\/span><\/strong><\/a>.)<br \/>\n&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Logo em seguida, foi <strong>Pit\u00e1goras de Samos<\/strong> (580-500 a.C.), disc\u00edpulo de Tales, quem, juntamente com sua famosa e hist\u00f3rica Escola Pitag\u00f3rica, se encarregou de desenvolver e difundir a Matem\u00e1tica pela Gr\u00e9cia e suas col\u00f4nias. A Escola Pitag\u00f3rica atribu\u00eda aos n\u00fameros um poder m\u00edstico, havendo uma ideia de que o Universo era regido por uma intelig\u00eancia superior, essencialmente matem\u00e1tica. (Para saber mais sobre Pit\u00e1goras, clique agora <a href=\"http:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/b_pitagoras-de-samos\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\"><strong><span class=\"c9l\">AQUI<\/span><\/strong><\/a>.)<br \/>\n&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Os gregos tinham uma forte inclina\u00e7\u00e3o \u00e0 filosofia e \u00e0 l\u00f3gica, de modo que isto influenciou fortemente toda a sua cultura e, particularmente, seu modo de fazer Matem\u00e1tica. Um grande exemplo disso foi o fil\u00f3sofo <strong>Plat\u00e3o <\/strong>(429-348 a.C.) que, apesar de n\u00e3o ser matem\u00e1tico, nela via um treinamento indispens\u00e1vel ao fil\u00f3sofo, pois ressaltava a metodologia axiom\u00e1tico-dedutiva a ser seguida, de acordo com ele, em todos os campos do conhecimento. A import\u00e2ncia que Plat\u00e3o atribu\u00eda \u00e0 Matem\u00e1tica era t\u00e3o forte que o fez escrever no portal de sua escola a famosa frase \u201c<em>Que n\u00e3o entre nesse local algu\u00e9m ignorante em Geometria<\/em>\u201d.<br \/>\n&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Com toda essa heran\u00e7a cultural, surge em Alexandria, por volta de 300 a.C., um tratado que futuramente viria a se tornar um dois mais importantes da Matem\u00e1tica, <strong><em>Os Elementos<\/em><\/strong>, de <strong>Euclides<\/strong>. Esse tratado, composto por treze livros, cont\u00e9m a maior parte do conhecimento matem\u00e1tico da \u00e9poca sistematizado.<br \/>\n&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Dos treze livros de Os Elementos, dez tratam de Geometria e tr\u00eas, de \u00c1lgebra. Em um desses tr\u00eas, o livro VII, Euclides define os conceitos de divisibilidade, de n\u00famero primo, de n\u00fameros perfeitos, de m\u00e1ximo divisor comum (MDC) e m\u00ednimo m\u00faltiplo comum (MMC), entre outros. Nesse livro, al\u00e9m das defini\u00e7\u00f5es feitas, todas bem definidas e at\u00e9 hoje muito utilizadas, encontra-se enunciada a divis\u00e3o com resto de um n\u00famero natural por outro, chamada <strong>divis\u00e3o euclidiana<\/strong>. Com o uso dessa divis\u00e3o, Euclides estabelece o algoritmo mais eficiente para se fazer o c\u00e1lculo do MDC entre dois inteiros, chamado de <strong>Algoritmo de Euclides<\/strong>. (Para saber mais sobre Euclides, clique <a href=\"http:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/b_euclides\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\"><strong><span class=\"c9l\">AQUI<\/span><\/strong><\/a>.)<br \/>\n&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ap\u00f3s Euclides, a Aritm\u00e9tica estagnou-se por cerca de 500 anos, tendo ressuscitado com os trabalhos de <strong>Diofanto de Alexandria<\/strong>. A obra que ele nos legou chama-se <em>Arithmetica <\/em> e foi escrita tamb\u00e9m em treze volumes, apesar de nem todos terem chegado at\u00e9 n\u00f3s, de modo a tornar-se o primeiro trabalho de \u00c1lgebra com abordagem n\u00e3o revestida de qualquer linguagem ou interpreta\u00e7\u00e3o t\u00e3o somente geom\u00e9trica, como fizeram seus predecessores. Tido por muitos como \u201cpai da \u00e1lgebra\u201d, uma das importantes contribui\u00e7\u00f5es de Diofanto s\u00e3o as chamadas <strong>equa\u00e7\u00f5es diofantinas<\/strong>, as quais ser\u00e3o melhor exploradas nos t\u00f3picos seguintes. (Para saber mais sobre Diofanto, clique <a href=\"http:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/b_diofanto-de-alexandria\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\"><strong><span class=\"c9l\">AQUI<\/span><\/strong><\/a>.)<\/p>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c;   margin-top: 30px; margin-bottom: 8px; border: 0 none\"\/>\n<hr style=\"height:5px; width:100%;background-color:#6fa34c;  margin-top: 8px; margin-bottom: 8px;  border: 0 none\"\/>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c;   margin-top: 8px; margin-bottom: 30px; border: 0 none\"\/>\n<p class=\"ti1 c9 \" style=\"line-height:30px;margin:30px; font-size:21px;\">II &#8211; A Divis\u00e3o Euclidiana<\/p>\n<p>A Divis\u00e3o Euclidiana, ou divis\u00e3o com resto, \u00e9 uma opera\u00e7\u00e3o que toda crian\u00e7a aprende na escola. Escrita de maneira formal, e n\u00e3o como ela \u00e9 tratada nas s\u00e9ries iniciais do Ensino Fundamental, a Divis\u00e3o Euclidiana afirma o seguinte:<br \/>\n<center><\/p>\n<div  style=\"border: 2px dotted #6fa34c; color: #040404; padding:20px; line-height: 28px; font-size: 16px; text-align:justify;  padding-bottom:10px; width:80%;\">\n<span style=\"color: #6fa34c; font-size: 16px;\">&#10148;<\/span>  Dados [tex]x,y \\in \\mathbb{N}, \\,y\\ne 0[\/tex], existem \u00fanicos n\u00fameros naturais [tex]q,\\,r[\/tex], chamados respectivamente de quociente e resto, tais que<br \/>\n[tex]\\qquad x=y \\cdot q+r[\/tex], com [tex] 0 \\leq r \\lt y.[\/tex]<br \/>\nVeja o esqueminha:<br \/>\n[tex]\\qquad \\qquad ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ \\begin{array}{r}<br \/>\nx \\, \\end{array}   \\begin{array}{|r}<br \/>\n \\, y \\,  \\,  \\,  \\\\  \\hline<br \/>\n\\end{array}[\/tex]<br \/>\n[tex]\\qquad \\qquad  ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ \\begin{array}{r}<br \/>\nr<br \/>\n\\end{array}\\begin{array}{r}<br \/>\n  \\,  \\,  \\, q<br \/>\n\\end{array}\\qquad \\qquad[\/tex]<\/div>\n<p><\/center><br \/>\nPara os nossos prop\u00f3sitos, precisaremos estender esse resultado para o conjunto dos n\u00fameros inteiros e, portanto, trabalharemos com o seguinte enunciado para a Divis\u00e3o de Euclides:<br \/>\n<center><\/p>\n<div  style=\"background-color:#d2e4c5;border:1px solid #77ae52;line-height: 25px; padding:20px;text-align:justify; width:80%\">Dados [tex]x,y \\in \\mathbb{Z}, \\,y\\ne 0[\/tex], existem \u00fanicos inteiros [tex]q,\\,r[\/tex], chamados respectivamente de <strong>quociente <\/strong>e <strong>resto<\/strong>, tais que [tex]x=y \\cdot q+r[\/tex], com [tex] 0 \\leq r \\lt |y|.[\/tex]<\/div>\n<p><\/center><\/p>\n<p style=\"font-size: 12px; line-height: 20px;\">As duas vers\u00f5es podem ser demonstradas pelo chamado Princ\u00edpio da Boa Ordem ou Princ\u00edpio da Boa Ordena\u00e7\u00e3o, o qual garante que: &#8220;Todo subconjunto n\u00e3o vazio do conjunto dos n\u00fameros naturais possui um menor elemento&#8221;.<\/p>\n<p>Um caso particular, e geralmente o mais explorado ao iniciarmos o aprendizado sobre o processo de divis\u00e3o quando crian\u00e7as, \u00e9 o caso em que a divis\u00e3o \u00e9 dita exata. Neste caso, o resto da divis\u00e3o \u00e9 igual a zero e podemos falar sobre o conceito de divisibilidade.<br \/>\n<center><\/p>\n<div  style=\"background-color:#d2e4c5;border:1px solid #77ae52;line-height: 25px; padding:20px;text-align:justify; width:98%\">\n<center><strong><span style=\"font-size:18px;\">Divisibilidade<\/span><\/strong><\/center><br \/>\n<strong>Defini\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dados n\u00fameros inteiros [tex]a~[\/tex] e [tex]~b[\/tex], com [tex]b \\ne 0[\/tex], dizemos que [tex]b[\/tex] divide [tex]a[\/tex], ou que [tex]b[\/tex] \u00e9 divisor de [tex]a[\/tex], ou ainda que [tex]a[\/tex] \u00e9 m\u00faltiplo de [tex]b[\/tex], quando existe um valor inteiro [tex]q[\/tex] tal que [tex]a=b \\cdot q[\/tex], e neste caso denotamos [tex]b \\mid a[\/tex].<br \/>\nQuando n\u00e3o existe um inteiro [tex]q[\/tex] satisfazendo [tex]a=b \\cdot q[\/tex], dizemos que [tex]b[\/tex] n\u00e3o divide [tex]a[\/tex] e denotamos [tex]b \\nmid a[\/tex].<br \/>\nObserve que neste \u00faltimo caso, vale a divis\u00e3o euclidiana entre [tex]a~[\/tex] e  [tex]~b[\/tex] com resto [tex]\\textcolor{red}{1} \\leq r \\lt |b|.[\/tex]<br \/>\n<strong>Observa\u00e7\u00e3o:<\/strong> \u00c9 comum n\u00e3o escrever o sinal [tex] \\cdot[\/tex] para indicarmos, por exemplo, o produto [tex]\\boxed{g \\cdot h}[\/tex] e escrever esse produto apenas por justaposi\u00e7\u00e3o dos fatores: [tex]\\boxed{gh}.[\/tex]<\/p>\n<p style=\"margin:20px;\">\n<p>N\u00e3o vamos aprofundar o estudo de divisibilidade, j\u00e1 temos muito material sobre esse assunto no nosso Blog. Mas vamos apresentar um resultado que ser\u00e1 muito utilizado, impl\u00edcita ou explicitamente, nas nossas discuss\u00f5es:<br \/>\n<strong>Propriedade (*):<\/strong> Sejam [tex]a~[\/tex], [tex]b~[\/tex] e [tex]~c[\/tex] n\u00fameros inteiros, com [tex]c \\ne 0.[\/tex]<br \/>\nSe [tex]c \\mid a~[\/tex] e  [tex]~c \\mid b[\/tex], ent\u00e3o [tex]c \\mid (ax+by)[\/tex], para quaisquer [tex]x,y \\in \\mathbb{Z}.[\/tex]<\/p>\n<div style=\"text-align:center;\"><input class=\"bo3 c9 cb93\" style=\"width:150px;\" value=\"Demonstra\u00e7\u00e3o\" title=\"Clique aqui\" type=\"button\" onclick=    \"if(this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display != ''){this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = '';this.value = 'Ocultar';} else{this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.value = 'Demonstra\u00e7\u00e3o';}\" \/>   <\/p>\n<div  style=\"display: none;\">\n<div class=\"gr1 cb97\" style=\" font-size: 16px; line-height:25px; width:98%;\">\n<strong>Prova:<\/strong> Com efeito, note que:<br \/>\nDe [tex]c \\mid a[\/tex], segue que existe um inteiro [tex]m[\/tex] tal que [tex]a=c m.[\/tex]<br \/>\nDe [tex]c \\mid b[\/tex], segue que existe um inteiro [tex]n[\/tex] tal que [tex]b=c n.[\/tex]<br \/>\nAssim, se [tex]x~[\/tex] e [tex]~y[\/tex] s\u00e3o n\u00fameros inteiros quaisquer, segue que:<br \/>\n[tex]\\qquad ax+by=(cm)x+(cn)y=c(mx+ny).[\/tex]<br \/>\nEnt\u00e3o, se [tex]mx+ny=t[\/tex], podemos afirmar que<br \/>\n[tex]\\qquad \\boxed{ax+by=ct \\text{ com } t \\in \\mathbb{Z}}[\/tex],<br \/>\numa vez que [tex] m,n,x,y \\in \\mathbb{Z}.[\/tex]<br \/>\nAssim, pela defini\u00e7\u00e3o de divisibilidade no conjunto dos n\u00fameros inteiros, segue que  [tex]c \\mid (ax+by).[\/tex]\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><\/center><\/p>\n<p style=\"margin:20px;\">\n<p>O estudo da divisibilidade de inteiros \u00e9 muito importante para o estudo de congru\u00eancias, que trataremos logo a seguir, pois nos permite perceber se um n\u00famero ter\u00e1 ou n\u00e3o resto zero em uma determinada divis\u00e3o.<br \/>\nVale lembrar que em algumas situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o precisamos fazer divis\u00f5es para saber se um dado n\u00famero [tex]a[\/tex] \u00e9 divis\u00edvel por um dado n\u00famero [tex]b[\/tex]: basta utilizar os conhecidos como <strong>Crit\u00e9rios de Divisibilidade<\/strong>, que s\u00e3o regras que permitem verificar se um n\u00famero \u00e9 divis\u00edvel por outro sem a realiza\u00e7\u00e3o de longos c\u00e1lculos. Para conhecer alguns crit\u00e9rios de divisibilidade, clique <a href=\"http:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/um-pouco-sobre-divisibilidade-criterios-de-divisibilidade-sem-justificativas\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\"><strong><span class=\"c9l\">AQUI<\/span><\/strong><\/a>.<\/p>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c;   margin-top: 30px; margin-bottom: 8px; border: 0 none\"\/>\n<hr style=\"height:5px; width:100%;background-color:#6fa34c;  margin-top: 8px; margin-bottom: 8px;  border: 0 none\"\/>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c;   margin-top: 8px; margin-bottom: 30px; border: 0 none\"\/>\n<p class=\"ti1 c9 \" style=\"line-height:30px;margin:30px; font-size:21px;\">III &#8211; Congru\u00eancias<\/p>\n<p>\u00c9 bastante natural escrevermos <strong>23+7=30<\/strong>. Por\u00e9m, voc\u00ea j\u00e1 se deparou com uma igualdade do tipo <strong>&#8220;23+7=6&#8221;<\/strong>?<br \/>\nEm que contexto afirmar isso faz sentido?<br \/>\nBem, nesta Sala de Estudos veremos que express\u00f5es como &#8220;23+7=6&#8221; fazem sentido quando estamos trabalhando com Congru\u00eancias e Aritm\u00e9tica Modular. Ficou confuso(a)?<br \/>\nEnt\u00e3o, imagine que Joana adormeceu \u00e0s 23h e dormiu por 7 horas. Em que hor\u00e1rio ela acordou?<br \/>\nProvavelmente, a sua primeira ideia de resolu\u00e7\u00e3o foi somar 23+7. No entanto, n\u00e3o faz sentido dizer que Joana acordou \u00e0s 30h do mesmo dia, afinal, o dia s\u00f3 tem 24 horas! Nesse contexto, estabelecer a igualdade &#8220;23+7=6&#8221; faz sentido, de modo que podemos dizer corretamente que Joana acordou \u00e0s 6h do dia seguinte. Para diferenciar a igualdade &#8220;23+7=6&#8221; da igualdade usual 23+7=30, \u00e9 usual escrever [tex]23+7\\equiv6\\, (\\text{mod}\\,24)[\/tex], que podemos ler como \u201c<em>vinte e tr\u00eas mais sete \u00e9 congruente a 6 <strong>m\u00f3dulo <\/strong>24<\/em>\u201d.<br \/>\nAgora, vejamos uma defini\u00e7\u00e3o formal da ideia apresentada acima:<br \/>\n<center><\/p>\n<div  style=\"background-color:#d2e4c5;border:1px solid #77ae52;line-height: 25px; padding:20px;text-align:justify; width:97%\">\nSejam [tex]a~[\/tex] e [tex]~b[\/tex] inteiros quaisquer e seja [tex]m[\/tex] um inteiro positivo fixado.<br \/>\nDiz-se que <strong>[tex]a~[\/tex] \u00e9 congruente a [tex]~b[\/tex] m\u00f3dulo [tex]m[\/tex]<\/strong> (ou que <strong>[tex]a~[\/tex] e [tex]~b[\/tex] s\u00e3o congruentes<\/strong>) se, e somente se, [tex]m[\/tex] divide a diferen\u00e7a [tex]a-b.[\/tex]<br \/>\nNeste caso, escrevemos [tex]a\\equiv b \\,(\\text{mod}\\,m)[\/tex] e lemos [tex]a~[\/tex] \u00e9 congruente a [tex]~b.[\/tex]<br \/>\nQuando a rela\u00e7\u00e3o [tex]a\\equiv b \\,(\\text{mod}\\,m)[\/tex] \u00e9 falsa, dizemos que <strong>[tex]a~[\/tex] e [tex]~b[\/tex] n\u00e3o s\u00e3o congruentes<\/strong> e denotamos este fato por [tex]a \\not\\equiv b \\,(\\text{mod}\\,m).[\/tex]<\/div>\n<p><\/center><br \/>\nPor exemplo, temos que [tex]12\\equiv 2 \\,(\\text{mod}\\,5)[\/tex], pois [tex]5\\mid (12\u22122)~[\/tex]; e [tex]~19\\equiv 4 \\,(\\text{mod}\\,15)[\/tex], pois [tex]15\\mid (19\u22124).[\/tex] Mas [tex]11\\not \\equiv 4 \\,(\\text{mod}\\,5)[\/tex], j\u00e1 que [tex]5\\nmid (11\u22124)[\/tex]; e [tex]~25\\not \\equiv 6 \\,(\\text{mod}\\,15)[\/tex], j\u00e1 que [tex]15\\nmid (25\u22126).[\/tex]<br \/>\nParticularmente, [tex](23+7)\\equiv6\\, (\\text{mod}\\,24)[\/tex], pois [tex]24\\mid (30\u22126).[\/tex]<br \/>\nUma propriedade que ser\u00e1 fundamental na utiliza\u00e7\u00e3o de congru\u00eancias para conseguirmos definir a chamada <strong>Aritm\u00e9tica dos Restos<\/strong> ir\u00e1 relacionar congru\u00eancias com restos de divis\u00f5es euclidianas. Observe:<br \/>\n<center><\/p>\n<div  style=\"background-color:#d2e4c5;border:1px solid #77ae52;line-height: 25px; padding:20px;text-align:justify; width:97%\">\n<strong>Propriedade:<\/strong> Sejam [tex]a~[\/tex] e [tex]~b[\/tex] inteiros quaisquer e seja [tex]m[\/tex] um inteiro positivo fixado.<br \/>\nEnt\u00e3o, [tex]a~[\/tex] \u00e9 congruente a [tex]~b[\/tex] m\u00f3dulo [tex]m[\/tex] se, e somente se, [tex]a~[\/tex] e [tex]~b[\/tex] deixam o mesmo resto quando divididos por [tex]m.[\/tex]<\/p>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<div style=\"text-align:center;\"><input class=\"bo3 c9 cb93\" style=\"width:150px;\" value=\"Demonstra\u00e7\u00e3o\" title=\"Clique aqui\" type=\"button\" onclick=    \"if(this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display != ''){this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = '';this.value = 'Ocultar';} else{this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.value = 'Demonstra\u00e7\u00e3o';}\" \/>   <\/p>\n<div  style=\"display: none;\">\n<div class=\"gr1 cb97\" style=\" font-size: 16px; line-height:25px; width:98%;\">\n<strong>Prova:<\/strong><br \/>\nTemos que provar duas afirma\u00e7\u00f5es:<br \/>\n(i) Se [tex]a~[\/tex] \u00e9 congruente a [tex]~b[\/tex] m\u00f3dulo [tex]m[\/tex], ent\u00e3o [tex]a~[\/tex] e [tex]~b[\/tex] deixam o mesmo resto quando divididos por [tex]m.[\/tex]<br \/>\n(ii) Se [tex]a~[\/tex] e [tex]~b[\/tex] deixam o mesmo resto quando divididos por [tex]m[\/tex], ent\u00e3o [tex]a~[\/tex] \u00e9 congruente a [tex]~b[\/tex] m\u00f3dulo [tex]m.[\/tex]<br \/>\nVamos l\u00e1!<br \/>\n(i) Suponhamos que [tex]a~[\/tex] \u00e9 congruente a [tex]~b[\/tex] m\u00f3dulo [tex]m.[\/tex] Ent\u00e3o, por defini\u00e7\u00e3o, temos que [tex]m[\/tex] divide a diferen\u00e7a [tex]a-b.[\/tex]<br \/>\nAssim, existe [tex]k \\in \\mathbb{Z} [\/tex] tal que [tex]\\boxed{a-b=km}.[\/tex]<br \/>\nAgora, seja [tex]r[\/tex] o resto da divis\u00e3o de [tex]b[\/tex] por [tex]m[\/tex]; ent\u00e3o, pela Divis\u00e3o Euclidiana, [tex]\\boxed{b=qm+r}[\/tex], sendo [tex]0 \\leq r \\lt m.[\/tex]<br \/>\nPelo exposto. segue que:<br \/>\n[tex]\\qquad a=b+km=(qm+r)+km=(q+k)m+r.[\/tex]<br \/>\nComo [tex]0 \\leq r \\lt m[\/tex], pela unicidade do resto e do quociente de uma divis\u00e3o, conclu\u00edmos que<br \/>\n[tex]\\quad \\rhd q+k[\/tex] \u00e9 o quociente da divis\u00e3o de [tex]a[\/tex] por [tex]m.[\/tex]<br \/>\n[tex]\\quad \\rhd r[\/tex] \u00e9 o resto da divis\u00e3o de [tex]a[\/tex] por [tex]m.[\/tex]<br \/>\nPortanto, os inteiros [tex]a~[\/tex] e [tex]~b[\/tex] deixam o mesmo resto quando divididos por [tex]m.[\/tex]<br \/>\n(ii) Suponhamos agora que [tex]a~[\/tex] e [tex]~b[\/tex] deixam o mesmo resto [tex]r[\/tex] quando divididos por [tex]m.[\/tex]<br \/>\nEnt\u00e3o, existem inteiros [tex]q_1[\/tex] e [tex]q_2[\/tex] tais que:<br \/>\n[tex]\\qquad  a=mq_1+r[\/tex], com [tex]0 \\leq r \\lt m[\/tex]<br \/>\ne<br \/>\n[tex]\\qquad b=mq_2+r[\/tex], com [tex]0 \\leq r \\lt m.[\/tex]<br \/>\nPortanto, segue que:<br \/>\n[tex]\\qquad  a-b=\\left(m q_1+r\\right)-\\left(mq_2+r\\right)\\\\<br \/>\n\\qquad  a-b=m q_1+r-mq_2-r\\\\<br \/>\n\\qquad  a-b=m\\left(q_1-q_2\\right).[\/tex]<br \/>\nComo [tex]q_1-q_2 \\in \\mathbb{Z}[\/tex], ent\u00e3o [tex]m \\mid (a-b)[\/tex] e, por defini\u00e7\u00e3o, [tex]a\\equiv b \\,(\\text{mod}\\,m).[\/tex]<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><\/center><br \/>\nPodemos, ent\u00e3o, utilizar duas caracteriza\u00e7\u00f5es de inteiros c\u00f4ngruos [tex]a~[\/tex] e [tex]~b[\/tex]; quais sejam:<br \/>\n[tex]\\quad \\rhd a~[\/tex] \u00e9 congruente a [tex]~b[\/tex] m\u00f3dulo [tex]m[\/tex] se, e somente se, [tex]m[\/tex] divide a diferen\u00e7a [tex]a-b.[\/tex]<br \/>\n[tex]\\quad \\rhd a~[\/tex] \u00e9 congruente a [tex]~b[\/tex] m\u00f3dulo [tex]m[\/tex] se, e somente se, [tex]a~[\/tex] e [tex]~b[\/tex] deixam o mesmo resto quando divididos por [tex]m.[\/tex]<br \/>\nA seguir, vamos apresentar propriedades que poder\u00e3o nos ajudar nas nossas discuss\u00f5es.<\/p>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c;   margin-top: 30px; margin-bottom: 8px; border: 0 none\"\/>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c;   margin-top: 8px; margin-bottom: 30px; border: 0 none\"\/>\n<p style=\"text-align:center; font-size: 23px;\"><strong>Algumas propriedades<\/strong><\/p>\n<p>Vamos apresentar a seguir algumas propriedades da rela\u00e7\u00e3o de congru\u00eancia. Cada uma delas est\u00e1 ilustrada por um pequeno exemplo. Para fins de simplifica\u00e7\u00e3o, vamos assumir que os n\u00fameros com os quais estamos lidando sejam sempre inteiros e, particularmente o inteiro [tex]m[\/tex] seja positivo ([tex]m \\gt 0[\/tex]).<\/p>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c; margin-top: 30px; margin-bottom: 20px; border: 0 none\"\/>\n<span style=\"color: #6fa34c;\"><span style=\" font-size: 18px;\">&#9658;<\/span><strong> Propriedade 1.<\/strong><\/span> [tex]a\\equiv a \\,(\\text{mod}\\,m).[\/tex]<\/p>\n<div style=\"padding-left:30px;\"><input class=\"bo1 c9 cb93\" style=\"width:150px;\" value=\"Prova e exemplo\" title=\"Clique aqui\" type=\"button\" onclick=    \"if(this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display != ''){this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = '';this.value = 'Ocultar';} else{this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.value = 'Prova e exemplo';}\" \/>   <\/p>\n<div  style=\"display: none;\">\n<div class=\"gr1 cb97\" style=\" font-size: 16px; line-height:25px; width:98%;\">\n<strong>Prova:<\/strong><br \/>\nComo [tex]m \\cdot 0=0[\/tex] e [tex]a-a=0[\/tex], temos que [tex]m \\mid (a-a).[\/tex] Logo, por defini\u00e7\u00e3o, [tex]a\\equiv a \\,(\\text{mod}\\,m).[\/tex]<br \/>\n<strong>Exemplo<\/strong>:<br \/>\n[tex]\\boxed{2\\equiv 2 \\,(\\text{mod}\\,3)}[\/tex] ([tex]2\u22122=3\\times 0[\/tex])\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c; margin-top: 30px; margin-bottom: 20px; border: 0 none\"\/>\n<span style=\"color: #6fa34c;\"><span style=\" font-size: 18px;\">&#9658;<\/span><strong> Propriedade 2.<\/strong><\/span> Se [tex]a\\equiv b \\,(\\text{mod}\\,m)[\/tex], ent\u00e3o [tex]b\\equiv a \\,(\\text{mod}\\,m).[\/tex]<\/p>\n<div style=\"padding-left:30px;\"><input class=\"bo1 c9 cb93\" style=\"width:150px;\" value=\"Prova e exemplo\" title=\"Clique aqui\" type=\"button\" onclick=    \"if(this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display != ''){this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = '';this.value = 'Ocultar';} else{this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.value = 'Prova e exemplo';}\" \/>   <\/p>\n<div  style=\"display: none;\">\n<div class=\"gr1 cb97\" style=\" font-size: 16px; line-height:25px; width:98%;\">\n<strong>Prova:<\/strong><br \/>\nSe [tex]a\\equiv b \\,(\\text{mod}\\,m)[\/tex], ent\u00e3o [tex]m \\mid (a-b).[\/tex] Assim, existe [tex]k \\in \\mathbb{Z}[\/tex] tal que [tex]a-b=km.[\/tex]<br \/>\nDessa forma, segue que:<br \/>\n[tex]\\qquad b-a=\u2212(a-b)=-(km)=(-k)m[\/tex], com [tex]-k \\in \\mathbb{Z}[\/tex],<br \/>\ndonde  [tex]b\\equiv a \\,(\\text{mod}\\,m).[\/tex]<br \/>\n<strong>Exemplo: <\/strong><br \/>\n[tex]\\boxed{15\\equiv 3 \\,(\\text{mod}\\,12)}[\/tex], j\u00e1 que [tex] 15\u22123=12\\times 1.[\/tex]<br \/>\nLogo, [tex]\\boxed{3\\equiv 15 \\,(\\text{mod}\\,12)}.[\/tex]\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c; margin-top: 30px; margin-bottom: 20px; border: 0 none\"\/>\n<span style=\"color: #6fa34c;\"><span style=\" font-size: 18px;\">&#9658;<\/span><strong> Propriedade 3.<\/strong><\/span> Se [tex]a\\equiv b \\,(\\text{mod}\\,m)[\/tex] e [tex]b\\equiv c \\,(\\text{mod}\\,m)[\/tex], ent\u00e3o [tex]a\\equiv c \\,(\\text{mod}\\,m).[\/tex]<\/p>\n<div style=\"padding-left:30px;\"><input class=\"bo1 c9 cb93\" style=\"width:150px;\" value=\"Prova e exemplo\" title=\"Clique aqui\" type=\"button\" onclick=    \"if(this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display != ''){this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = '';this.value = 'Ocultar';} else{this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.value = 'Prova e exemplo';}\" \/>   <\/p>\n<div  style=\"display: none;\">\n<div class=\"gr1 cb97\" style=\" font-size: 16px; line-height:25px; width:98%;\">\n<strong>Prova:<\/strong><br \/>\nSe [tex]a\\equiv b \\,(\\text{mod}\\,m)[\/tex] e [tex]b\\equiv c \\,(\\text{mod}\\,m)[\/tex], ent\u00e3o [tex]m \\mid (a-b)~[\/tex] e [tex]m \\mid (b-c).[\/tex]<br \/>\nAssim, existem inteiros [tex]k[\/tex] e [tex]t[\/tex] tais que  [tex]a-b=km~[\/tex] e  [tex]~b-c=tm.[\/tex]<br \/>\nPortanto,<br \/>\n[tex]\\qquad a-c=(a-b)+(b-c)=km+tm=(k+t)m.[\/tex]<br \/>\nComo [tex]z=k+t \\in \\mathbb{Z}[\/tex], ent\u00e3o [tex]a-c=zm[\/tex], com [tex]z\\in \\mathbb{Z}[\/tex] e, portanto, [tex]m \\mid (a-c)[\/tex], ou seja, [tex]a\\equiv c \\,(\\text{mod}\\,m).[\/tex]<br \/>\n(Observe que poder\u00edamos ter utilizado a <strong>Propriedade (*)<\/strong> para concluir diretamente que, se [tex]m \\mid (a-b)~[\/tex] e [tex]m \\mid (b-c),[\/tex] ent\u00e3o [tex]m \\mid \\left((a-b)+(b-c)\\right)[\/tex] e, portanto, [tex]m \\mid (a-c).[\/tex])<br \/>\n<strong>Exemplo: <\/strong><br \/>\nObserve que [tex]\\boxed{9\\equiv 5 \\,(\\text{mod}\\,4)}~[\/tex] e [tex]~\\boxed{5\\equiv 1 \\,(\\text{mod}\\,4)}[\/tex], pois [tex]9-5=1\\times 4~[\/tex] e [tex]~5-1=1\\times 4[\/tex].<br \/>\nPortanto, [tex]\\boxed{9\\equiv 1 \\,(\\text{mod}\\,4)}.[\/tex]\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c; margin-top: 30px; margin-bottom: 20px; border: 0 none\"\/>\n<span style=\"color: #6fa34c;\"><span style=\" font-size: 18px;\">&#9658;<\/span><strong> Propriedade 4.<\/strong><\/span> Se [tex]a\\equiv b \\,(\\text{mod}\\,m)[\/tex] e [tex]n \\gt 0[\/tex] \u00e9 um inteiro tal que [tex]n \\mid m[\/tex], ent\u00e3o [tex]a\\equiv b \\,(\\text{mod}\\,n).[\/tex]<\/p>\n<div style=\"padding-left:30px;\"><input class=\"bo1 c9 cb93\" style=\"width:150px;\" value=\"Prova e exemplo\" title=\"Clique aqui\" type=\"button\" onclick=    \"if(this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display != ''){this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = '';this.value = 'Ocultar';} else{this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.value = 'Prova e exemplo';}\" \/>   <\/p>\n<div  style=\"display: none;\">\n<div class=\"gr1 cb97\" style=\" font-size: 16px; line-height:25px; width:98%;\">\n<strong>Prova:<\/strong><br \/>\nSe [tex]a\\equiv b \\,(\\text{mod}\\,m)[\/tex], ent\u00e3o [tex]m \\mid (a-b)~[\/tex] e, com isso, existe um inteiro [tex]k[\/tex] tal que  [tex]a-b=km.[\/tex]<br \/>\nPor outro lado, se [tex]n \\mid m[\/tex], com [tex]n \\gt 0[\/tex], ent\u00e3o existe um inteiro [tex]t[\/tex] de modo que [tex]m=tn.[\/tex]<br \/>\nFazendo as devidas substitui\u00e7\u00f5es, temos [tex]a-b=(kt)n[\/tex], como [tex]kt \\in \\mathbb{Z}.[\/tex] Portanto [tex] n \\mid (a-b)[\/tex], donde segue que [tex]a\\equiv b \\,(\\text{mod}\\,n).[\/tex]<br \/>\n<strong>Exemplo:<\/strong><br \/>\nComo [tex]\\boxed{9\\equiv 1 \\,(\\text{mod}\\,4)}[\/tex], pois  [tex]9-1=2\\times 4~[\/tex], e [tex]\\boxed{2 \\mid 4}[\/tex], ent\u00e3o [tex]\\boxed{9\\equiv 1 \\,(\\text{mod}\\,2)}.[\/tex]\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c; margin-top: 30px; margin-bottom: 20px; border: 0 none\"\/>\n<span style=\"color: #6fa34c;\"><span style=\" font-size: 18px;\">&#9658;<\/span><strong> Propriedade 5.<\/strong><\/span> Se [tex]a\\equiv b \\,(\\text{mod}\\,m)[\/tex] e [tex]c\\equiv d \\,(\\text{mod}\\,m)[\/tex], ent\u00e3o:<br \/>\n(i) [tex](a+c)\\equiv (b+d) \\,(\\text{mod}\\,m).[\/tex]<br \/>\n(ii) [tex]ac\\equiv bd \\,(\\text{mod}\\,m).[\/tex]<\/p>\n<div style=\"padding-left:30px;\"><input class=\"bo1 c9 cb93\" style=\"width:150px;\" value=\"Prova e exemplo\" title=\"Clique aqui\" type=\"button\" onclick=    \"if(this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display != ''){this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = '';this.value = 'Ocultar';} else{this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.value = 'Prova e exemplo';}\" \/>   <\/p>\n<div  style=\"display: none;\">\n<div class=\"gr1 cb97\" style=\" font-size: 16px; line-height:25px; width:98%;\">\n<strong>Prova:<\/strong><br \/>\nSe [tex]a\\equiv b \\,(\\text{mod}\\,m)[\/tex] e [tex]c\\equiv d \\,(\\text{mod}\\,m)[\/tex], ent\u00e3o [tex]m \\mid (a-b)~[\/tex] e [tex]m \\mid (c-d).[\/tex]<br \/>\nAssim, existem inteiros [tex]k[\/tex] e [tex]t[\/tex] tais que  [tex]a-b=km~[\/tex] e  [tex]~c-d=tm.[\/tex]<br \/>\nDessa forma:<br \/>\n<em>(i)<\/em> [tex](a+c)-(b+d)=(a-b)+(c-d)=km+tm\\\\<br \/>\n\\qquad \\qquad \\qquad \\quad =(k+t)m=zm,[\/tex]<br \/>\ncom [tex]z=k+t \\in \\mathbb{Z}~~[\/tex] e, portanto, [tex]m \\mid [(a+c)-(b+d)][\/tex].<br \/>\nLogo, por defini\u00e7\u00e3o de congru\u00eancia, [tex](a+c)\\equiv (b+d) \\,(\\text{mod}\\,m).[\/tex]<br \/>\n(Aqui tamb\u00e9m poder\u00edamos ter utilizado a Propriedade (*) e, de [tex]m \\mid (a-b)~[\/tex] e [tex]m \\mid (c-d)[\/tex], concluir diretamente que [tex]m \\mid \\left((a-b)+(c-d)\\right)[\/tex] e, como isso, [tex]m \\mid \\left((a+c)-(b+d)\\right).[\/tex]<\/p>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<p><em>(ii)<\/em> [tex]ac-bd=ac-ad+ad-bd=a(c-d)+d(a-b)=a(tm)+d(km)=\\\\<br \/>\n\\qquad \\qquad \\qquad=(at+dk)m=ym,[\/tex]<br \/>\ncom [tex]y=at+dk \\in \\mathbb{Z}.[\/tex]<br \/>\nLogo,  [tex]m \\mid (ac-bd)[\/tex] e, portanto, [tex]ac\\equiv bd \\,(\\text{mod}\\,m).[\/tex]<br \/>\n<strong>Exemplo: <\/strong><br \/>\nVeja que [tex]\\boxed{9\\equiv 6 \\,(\\text{mod}\\,3)}~[\/tex] e [tex]~\\boxed{5\\equiv 2 \\,(\\text{mod}\\,3)}[\/tex], pois [tex]9-6=1\\times 3~[\/tex] e [tex]~5-2=1\\times 3[\/tex].<br \/>\nLogo, [tex]\\boxed{(9+5)\\equiv (6+2) \\,(\\text{mod}\\,3)}~[\/tex] e  [tex]\\boxed{(9\\times 5)\\equiv (6\\times 2) \\,(\\text{mod}\\,3)}~[\/tex], isto \u00e9, [tex]\\boxed{14 \\equiv 8 \\,(\\text{mod}\\,3)}~[\/tex] e  [tex]\\boxed{45 \\equiv 12 \\,(\\text{mod}\\,3)}.[\/tex]\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c; margin-top: 30px; margin-bottom: 20px; border: 0 none\"\/>\n<span style=\"color: #6fa34c;\"><span style=\" font-size: 18px;\">&#9658;<\/span><strong> Propriedade 6.<\/strong><\/span> Sejam [tex]a[\/tex], [tex]b[\/tex], [tex]m[\/tex] e [tex]n[\/tex] inteiros positivos.<br \/>\nSe [tex]a\\equiv b \\,(\\text{mod}\\,n)[\/tex], ent\u00e3o [tex]a^m\\equiv b^m \\,(\\text{mod}\\,n).[\/tex]<\/p>\n<div style=\"padding-left:30px;\"><input class=\"bo1 c9 cb93\" style=\"width:150px;\" value=\"Prova e exemplo\" title=\"Clique aqui\" type=\"button\" onclick=    \"if(this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display != ''){this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = '';this.value = 'Ocultar';} else{this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.value = 'Prova e exemplo';}\" \/> <\/p>\n<div  style=\"display: none;\">\n<div class=\"gr1 cb97\" style=\" font-size: 16px; line-height:25px; width:98%;\">\n<strong>Prova:<\/strong><br \/>\nSe  [tex]a\\equiv b \\,(\\text{mod}\\,n)[\/tex], temos que [tex] n \\mid (a-b)[\/tex], ou seja, existe um inteiro [tex]k[\/tex] de modo que [tex]a-b=kn.[\/tex]<br \/>\nPela identidade alg\u00e9brica<br \/>\n[tex]\\quad a^m-b^m=(a-b)\\left(a^{m-1}+a^{m-2}b+a^{m-3}b^2+\\cdots +ab^{m-2}+b^{m-1}\\right),[\/tex]<br \/>\npodemos concluir que<br \/>\n[tex]\\quad a^m-b^m=n\\left(k\\left(a^{m-1}+a^{m-2}b+a^{m-3}b^2+\\cdots +ab^{m-2}+b^{m-1}\\right)\\right).[\/tex]<br \/>\nComo [tex]a[\/tex], [tex]b[\/tex], [tex]m[\/tex] e [tex]k[\/tex] s\u00e3o  inteiros positivos, ent\u00e3o [tex]a^m-b^m=nt[\/tex], com<br \/>\n[tex]\\quad k\\left(a^{m-1}+a^{m-2}b+a^{m-3}b^2+\\cdots +ab^{m-2}+b^{m-1}\\right)=t \\in \\mathbb{Z}.[\/tex]<br \/>\nEnt\u00e3o, [tex]n \\mid a^m-b^m[\/tex], donde conclu\u00edmos que [tex]a^m\\equiv b^m \\,(\\text{mod}\\,n).[\/tex]<br \/>\n<strong>Exemplo:<\/strong><br \/>\nNote que  [tex]\\boxed{7\\equiv 3 \\,(\\text{mod}\\,4)}[\/tex], pois [tex]7-3=1\\times 4.[\/tex]<br \/>\nPortanto, por exemplo,<br \/>\n[tex]\\boxed{7^2\\equiv 3^2 \\,(\\text{mod}\\,4)}[\/tex], ou seja, [tex]49\\equiv 9 \\,(\\text{mod}\\,4).[\/tex]<br \/>\n[tex]\\boxed{7^3\\equiv 3^3 \\,(\\text{mod}\\,4)}[\/tex], ou seja, [tex]343\\equiv 27 \\,(\\text{mod}\\,4).[\/tex]<br \/>\n[tex]\\boxed{7^5\\equiv 3^5 \\,(\\text{mod}\\,4)}[\/tex], ou seja, [tex]16807\\equiv 243 \\,(\\text{mod}\\,4).[\/tex]\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c; margin-top: 30px; margin-bottom: 30px; border: 0 none\"\/>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c;   margin-top: 40px; margin-bottom: 8px; border: 0 none\"\/>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c;   margin-top: 8px; margin-bottom: 30px; border: 0 none\"\/>\n<p style=\"text-align:center; font-size: 23px;\"><strong>Exerc\u00edcios de Fixa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Que tal alguns exerc\u00edcios antes de prosseguir?<\/p>\n<div class=\"gr1 cb94\" style=\"font-size: 16px; line-height:25px;\">\n<span style=\"color: #6fa34c;\"><span style=\" font-size: 18px;\">&#10148;<\/span><strong> Exerc\u00edcio 1.<\/strong><\/span> Encontre o resto na divis\u00e3o de [tex] 100\\times 101\\times 102[\/tex] por [tex]7.[\/tex]<\/p>\n<div style=\"text-align:center;\"><input class=\"bo1 c9 cb93\" style=\"width:150px;\" value=\"Resposta\" title=\"Clique aqui\" type=\"button\" onclick=    \"if(this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display != ''){this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = '';this.value = 'Ocultar';} else{this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.value = 'Resposta';}\" \/> <\/p>\n<div  style=\"display: none;\">\n<div class=\"gr1 cb97\" style=\" font-size: 16px; line-height:25px; width:98%;\">\n<strong>Prova:<\/strong><br \/>\nO que procuramos para a solu\u00e7\u00e3o do problema \u00e9 o valor de [tex]x[\/tex], [tex]0\\leq x \\lt 7[\/tex], para o qual [tex]100\\times 101\\times 102\u2261 x \\,(\\text{mod}\\,7).[\/tex]<br \/>\nComo [tex]100\\equiv 2 \\,(\\text{mod}\\,7)[\/tex], pela Propriedade 5, temos que, [tex]\\left(100+1\\right)\\equiv \\left(2+1\\right) \\,(\\text{mod}\\,7)[\/tex] e, ent\u00e3o, [tex]101\\equiv 3 \\,(\\text{mod}\\,7)[\/tex].<br \/>\nDa mesma forma, temos [tex]102\\equiv 4 \\,(\\text{mod}\\,7).[\/tex]<br \/>\nAinda pela Propriedade 5, temos:<br \/>\n[tex]\\qquad 100\\times 101\\times 102\\equiv 2\\times 3\\times 4\\,(\\text{mod}\\,7)[\/tex],<br \/>\ndonde [tex]100\\times 101\\times 102\\equiv 24\\,(\\text{mod}\\,7)[\/tex], ou ainda, [tex]100\\times 101\\times 102\\equiv 3\\,(\\text{mod}\\,7)[\/tex], uma vez que [tex]24\\equiv 3\\,(\\text{mod}\\,7).[\/tex]<br \/>\nPortanto, o resto na divis\u00e3o de [tex] 100\\times 101\\times 102[\/tex] por [tex]7[\/tex] \u00e9 [tex]3.[\/tex]\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"margin:30px;\">\n<div class=\"gr1 cb94\" style=\"font-size: 16px; line-height:25px;\">\n<span style=\"color: #6fa34c;\"><span style=\" font-size: 18px;\">&#10148;<\/span><strong> Exerc\u00edcio 2.<\/strong><\/span> Encontre o resto na divis\u00e3o de [tex] 34^2\\times 5[\/tex] por [tex]11.[\/tex]<\/p>\n<div style=\"text-align:center;\"><input class=\"bo1 c9 cb93\" style=\"width:150px;\" value=\"Resposta\" title=\"Clique aqui\" type=\"button\" onclick=    \"if(this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display != ''){this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = '';this.value = 'Ocultar';} else{this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.value = 'Resposta';}\" \/> <\/p>\n<div  style=\"display: none;\">\n<div class=\"gr1 cb97\" style=\" font-size: 16px; line-height:25px; width:98%;\">\n<strong>Prova:<\/strong><br \/>\nSabemos que [tex]34\u2261 1 \\,(\\text{mod}\\,11)[\/tex]; portanto, pela Propriedade 6, temos que, [tex]34^2\\equiv  1^2 \\equiv 1\\,(\\text{mod}\\,11).[\/tex]<br \/>\nAl\u00e9m disso, pela Propriedade 1, [tex]5\u2261 5 \\,(\\text{mod}\\,11).[\/tex]<br \/>\nLogo, pela propriedade 5,segue que:<br \/>\n[tex]\\qquad 34^2 \\times 5\\equiv 1 \\times 5 \\equiv 5\\,(\\text{mod}\\,11).[\/tex]<br \/>\nPortanto, o resto na divis\u00e3o de [tex] 34^2\\times 5[\/tex] por [tex]11[\/tex] \u00e9 [tex]5.[\/tex]\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"margin:30px;\">\n<div class=\"gr1 cb94\" style=\"font-size: 16px; line-height:25px;\">\n<span style=\"color: #6fa34c;\"><span style=\" font-size: 18px;\">&#10148;<\/span><strong> Exerc\u00edcio 3.<\/strong><\/span> Encontre o resto na divis\u00e3o de [tex] 16^{100}[\/tex] por [tex]7.[\/tex]<\/p>\n<div style=\"text-align:center;\"><input class=\"bo1 c9 cb93\" style=\"width:150px;\" value=\"Resposta\" title=\"Clique aqui\" type=\"button\" onclick=    \"if(this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display != ''){this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = '';this.value = 'Ocultar';} else{this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.value = 'Resposta';}\" \/> <\/p>\n<div  style=\"display: none;\">\n<div class=\"gr1 cb97\" style=\" font-size: 16px; line-height:25px; width:98%;\">\n<strong>Prova:<\/strong><br \/>\nSabemos que [tex]16\u2261 2 \\,(\\text{mod}\\,7)[\/tex]; portanto, pela Propriedade 6, temos que, [tex]16^{100}\\equiv 2^{100} \\,(\\text{mod}\\,7).[\/tex]<br \/>\nAgora, resta-nos encontrar o resto na divis\u00e3o de [tex]2^{100}[\/tex] por [tex]7.[\/tex]<br \/>\nNote que podemos encontrar um padr\u00e3o nas divis\u00f5es das pot\u00eancias de [tex]2[\/tex] por [tex]7[\/tex]; observe:<\/p>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/fig_40.png\" style=\"border:none\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"390\" class=\"aligncenter size-full wp-image-218637\" srcset=\"https:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/fig_40.png 424w, https:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/fig_40-300x276.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/p>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<ul>\n<li>Perceba que, para cada expoente que pode ser escrito como [tex]3n[\/tex], sendo [tex]n[\/tex] um valor inteiro positivo, [tex]2^{3n}[\/tex] ter\u00e1 resto [tex]1[\/tex] na divis\u00e3o por [tex]7[\/tex], como indicado em amarelo na tabela. Para todo n\u00famero da forma [tex]3n+1[\/tex], [tex]2^{3n+1}[\/tex]  ter\u00e1 resto [tex]2[\/tex]; e, para todo n\u00famero da forma [tex]3n+2[\/tex], [tex]2^{3n+2}[\/tex]  ter\u00e1 resto [tex]4.[\/tex]<\/li>\n<\/ul>\n<p>Como [tex]100[\/tex] \u00e9 escrito na forma [tex]\\boxed{3n+1}[\/tex] ([tex]3\\times 33+1=100[\/tex]), temos que o resto da divis\u00e3o solicitada \u00e9 [tex]2.[\/tex]\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c;   margin-top: 30px; margin-bottom: 8px; border: 0 none\"\/>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c;   margin-top: 8px; margin-bottom: 30px; border: 0 none\"\/>\n<p style=\"text-align:center; font-size: 23px;\"><strong>Classes Residuais e Aritm\u00e9tica Modular<\/strong><\/p>\n<p>Considerando, por exemplo, a divis\u00e3o euclidiana de n\u00fameros inteiros por 2, o conjunto [tex] \\mathbb{\u2124}[\/tex] pode ser particionado em dois subconjuntos disjuntos: o dos n\u00fameros que deixam resto 0 na divis\u00e3o por 2 (conjunto dos n\u00fameros pares) e o dos n\u00fameros que deixam resto 1 na divis\u00e3o por 2 (conjunto dos n\u00fameros \u00edmpares).<br \/>\nNo estudo que estamos iniciando, esses dois conjuntos receber\u00e3o nomes e nota\u00e7\u00f5es especiais; respectivamente:<br \/>\n<span style=\"color: #6fa34c; font-size: 16px;padding-left:20px;\">\u25cf<\/span> classe residual m\u00f3dulo [tex]2[\/tex] do n\u00famero inteiro [tex]0[\/tex], denotada por [tex]\\overline{0}[\/tex]<br \/>\n<span style=\"color: #6fa34c; font-size: 16px;padding-left:20px;\">\u25cf<\/span> classe residual m\u00f3dulo [tex]2[\/tex] do n\u00famero inteiro [tex]1[\/tex], denotada por [tex]\\overline{1}.[\/tex]<br \/>\nAssim, s\u00f3 para ir nos acostumando com os novos conceitos, temos que:<br \/>\n[tex]\\qquad \\{\\cdots -4,-2,0,2,4,6 \\cdots \\}=\\{x \\in \\mathbb{Z}~;~x\\equiv 0 \\,(\\text{mod}\\,2)\\}=\\overline{0} [\/tex]<br \/>\n[tex]\\qquad \\{\\cdots \u22123,\u22121,1,3,5,7 \\cdots \\}=\\{x \\in \\mathbb{Z}~;~x\\equiv 1 \\,(\\text{mod}\\,2)\\}=\\overline{1}.[\/tex]<\/p>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<p>De forma an\u00e1loga, considerando a divis\u00e3o euclidiana de n\u00fameros inteiros por 5, outro exemplo, [tex]\\mathbb{Z}[\/tex] pode ser particionado em cinco subconjuntos: os subconjuntos disjuntos dos n\u00fameros que deixam resto 0, 1, 2, 3 e 4 quando divididos por 5.<br \/>\nAssim, fixada a congru\u00eancia m\u00f3dulo 5, teremos: [tex]\\mathbb{Z}= \\overline{0}  \\cup \\overline{1} \\cup \\overline{2} \\cup \\overline{3} \\cup \\overline{4}.[\/tex]<br \/>\nOs subconjuntos [tex] \\overline{0} \\,;\\, \\overline{1} \\,;\\, \\overline{2} \\,;\\, \\overline{3} \\,;\\, \\overline{4}[\/tex] s\u00e3o igualmente denominados classes residuais; mas neste caso, s\u00e3o classes residuais m\u00f3dulo 5.<br \/>\n<strong>Cuidado:<\/strong> Observe que a classe residual [tex]\\overline{0}[\/tex] m\u00f3dulo [tex]2[\/tex] \u00e9 diferente da classe residual [tex]\\overline{0}[\/tex] m\u00f3dulo [tex]5[\/tex]; o mesmo valendo para as respectivas classes residuais [tex]\\overline{1}.[\/tex]<br \/>\nVamos generalizar essas ideias e conceitos.<\/p>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<div class=\"gr1 cb96\" style=\"font-size: 16px; line-height:25px;\">\nNesta discuss\u00e3o, vamos fixar um n\u00famero inteiro [tex]n \\gt 1[\/tex].<br \/>\nSeja [tex]a[\/tex] um n\u00famero inteiro. Denotaremos por [tex]\\overline{a}[\/tex] o conjunto de todos os inteiros [tex]b[\/tex] que s\u00e3o congruentes a [tex]a[\/tex] m\u00f3dulo [tex]n[\/tex]:<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{a}=\\{b \\in \\mathbb{Z} \\mid b\\equiv a \\,(\\text{mod}\\,n)\\}.[\/tex]<br \/>\nEsse conjunto ser\u00e1 denominado <strong>classe residual de [tex]a[\/tex] m\u00f3dulo [tex]n[\/tex]<\/strong>, ou simplesmente a &#8220;classe de [tex]a[\/tex]&#8221;, se o m\u00f3dulo [tex]n[\/tex] estiver fixado.<br \/>\nObserve que no conjunto [tex]\\overline{a}[\/tex] estar\u00e3o todos os inteiros [tex]b[\/tex] tais que [tex]n \\mid (a-b)[\/tex]; portanto, se [tex]b \\in \\overline{a}[\/tex], [tex]a[\/tex] e [tex]b[\/tex] t\u00eam o mesmo resto quando divididos por [tex]n.[\/tex] Dessa forma, se o resto da divis\u00e3o de [tex]a[\/tex] por [tex]n[\/tex] for [tex]r[\/tex], todos os elementos de [tex]\\overline{a}[\/tex] quando divididos por [tex]n[\/tex] deixam resto [tex]r.[\/tex]<br \/>\nSabemos que as possibilidades para o resto de uma divis\u00e3o por [tex]n[\/tex] s\u00e3o [tex]0,\\,1,\\,2,\\,\\cdots\\,, n-1[\/tex], ent\u00e3o temos [tex]n[\/tex] classes residuais m\u00f3dulo [tex]n[\/tex] e, portanto, conseguimos particionar o conjunto dos n\u00fameros inteiros em  [tex]n[\/tex] subconjuntos n\u00e3o vazios e disjuntos dois a dois: o &#8220;subconjunto dos inteiros que quando divididos por [tex]n[\/tex] deixam resto [tex]0[\/tex]&#8221;; o &#8220;subconjunto dos inteiros que quando divididos por [tex]n[\/tex] deixam resto [tex]1[\/tex]&#8221;; o &#8220;subconjunto dos inteiros que quando divididos por [tex]n[\/tex] deixam resto [tex]2[\/tex]&#8221;; [tex] \\cdots[\/tex]; o &#8220;subconjunto dos inteiros que quando divididos por [tex]n[\/tex] deixam resto  [tex]n-1[\/tex]&#8221;.<br \/>\nEm s\u00edmbolos:<br \/>\n[tex]\\qquad \\{x \\in \\mathbb{Z}~\\mid~x\\equiv 0 \\,(\\text{mod}\\,n)\\}[\/tex];<br \/>\n[tex]\\qquad \\{x \\in \\mathbb{Z}~\\mid~x\\equiv 1 \\,(\\text{mod}\\,n)\\}[\/tex];<br \/>\n[tex]\\qquad \\{x \\in \\mathbb{Z}~\\mid~x\\equiv 2 \\,(\\text{mod}\\,n)\\}[\/tex];<br \/>\n[tex]\\qquad \\qquad \\vdots[\/tex]<br \/>\n[tex]\\qquad \\{x \\in \\mathbb{Z}~\\mid~x\\equiv (n-1) \\,(\\text{mod}\\,n)\\}.[\/tex]<br \/>\nComo estamos agrupando os n\u00fameros inteiros de acordo com o restos de uma divis\u00e3o por [tex]n[\/tex] e cada um desses conjuntos \u00e9 uma classe residual m\u00f3dulo [tex]n[\/tex], podemos utilizar a seguinte nota\u00e7\u00e3o para esses conjuntos:<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{0}=\\{x \\in \\mathbb{Z}~\\mid~x\\equiv 0 \\,(\\text{mod}\\,n)\\}[\/tex];<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{1}=\\{x \\in \\mathbb{Z}~\\mid~x\\equiv 1 \\,(\\text{mod}\\,n)\\}[\/tex];<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{2}=\\{x \\in \\mathbb{Z}~\\mid~x\\equiv 2 \\,(\\text{mod}\\,n)\\}[\/tex];<br \/>\n[tex]\\qquad \\qquad\\vdots[\/tex]<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{n-1}=\\{x \\in \\mathbb{Z}~\\mid~x\\equiv (n-1) \\,(\\text{mod}\\,n)\\}[\/tex].<br \/>\n<style=\"margin:10px;\"><\/p>\n<p>Se [tex]n=4[\/tex], por exemplo, a parti\u00e7\u00e3o dos inteiros nos quatro subconjuntos disjuntos  pode ser assim ilustrada:<br \/>\n[tex] \\qquad \\begin{array}{r |r |r | r}<br \/>\n\\vdots  &#038;\\vdots &#038; \\vdots &#038; \\vdots\\\\<br \/>\n-8  &#038; -7\t&#038;-6\t&#038; -5\\\\<br \/>\n-4   &#038; -3  &#038; \t-2  &#038; -1\\\\<br \/>\n0  &#038;\t1 &#038;  2 &#038;  3  &#038;  \\\\<br \/>\n4  &#038;\t5 &#038;  6 &#038;  7\\\\<br \/>\n\\vdots  &#038;\\vdots &#038; \\vdots &#038; \\vdots\\\\<br \/>\n\\end{array}[\/tex]<br \/>\ne a formaliza\u00e7\u00e3o poderia ser esta:<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{0}=\\{x \\in \\mathbb{Z}~\\mid~x\\equiv 0 \\,(\\text{mod}\\,4)\\}[\/tex];<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{1}=\\{x \\in \\mathbb{Z}~\\mid~x\\equiv 1 \\,(\\text{mod}\\,4)\\}[\/tex];<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{2}=\\{x \\in \\mathbb{Z}~\\mid~x\\equiv 2 \\,(\\text{mod}\\,4)\\}[\/tex];<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{3}=\\{x \\in \\mathbb{Z}~\\mid~x\\equiv 3 \\,(\\text{mod}\\,4)\\}[\/tex].<br \/>\nMas nada impediria que esses quatro conjuntos fossem assim nomeados:<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{8}=\\{x \\in \\mathbb{Z}~\\mid~x\\equiv 0 \\,(\\text{mod}\\,4)\\}[\/tex];<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{17}=\\{x \\in \\mathbb{Z}~\\mid~x\\equiv 1 \\,(\\text{mod}\\,4)\\}[\/tex];<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{26}=\\{x \\in \\mathbb{Z}~\\mid~x\\equiv 2 \\,(\\text{mod}\\,4)\\}[\/tex];<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{43}=\\{x \\in \\mathbb{Z}~\\mid~x\\equiv 3 \\,(\\text{mod}\\,4)\\}[\/tex].<br \/>\n<style=\"margin:10px;\"><\/p>\n<p>Qualquer n\u00famero que perten\u00e7a a uma classe residual poder\u00e1 ser utilizado para represent\u00e1-la, de acordo com a seguinte observa\u00e7\u00e3o:<br \/>\n[tex]\\qquad  \\overline{a}= \\overline{b}\\Leftrightarrow a\\equiv b \\,(\\text{mod}\\,n)\\Leftrightarrow  [\/tex]<br \/>\n[tex]\\qquad \\Leftrightarrow  a\\text{ e } b \\text{ deixam o mesmo resto quando divididos por } n.[\/tex]<br \/>\nParticularmente, quando uma classe residual m\u00f3dulo [tex]n[\/tex] est\u00e1 representada na forma [tex]\\overline{a} [\/tex] com [tex]0 \\leq a \\lt n-1[\/tex], dizemos que ela est\u00e1 na forma reduzida.<br \/>\nPelo exposto, [tex]\\mathbb{Z}[\/tex] pode ser particionado em [tex]n[\/tex] subconjuntos: as classes residuais [tex]\\overline{0},\\overline{1},\\overline{2},\\overline{3},\\cdots,\\overline{n-1}[\/tex]. Assim,<br \/>\n[tex]\\qquad \\mathbb{Z}= \\overline{0} \\cup \\overline{1} \\cup \\overline{2} \\cup \\cdots  \\cup \\overline{n-1}~[\/tex]<br \/>\ne, pela unicidade do resto na Divis\u00e3o Euclidiana, esses [tex]n[\/tex] conjuntos s\u00e3o dois a dois disjuntos.<br \/>\n<style=\"margin:10px;\"><\/p>\n<p>Agora, fixado um inteiro [tex]n\\gt 1[\/tex], vamos definir um conjunto formado pelas [tex]n[\/tex] classes residuais m\u00f3dulo [tex]n.[\/tex] Com isso, teremos um conjunto de subconjuntos de [tex]\\mathbb{Z}[\/tex] que ser\u00e1 denotado por [tex]\\mathbb{Z}_n:[\/tex]<br \/>\n[tex]\\qquad \\mathbb{Z}_n=\\{\\overline{a} \\mid a\\in \\mathbb{Z}\\}.[\/tex]<br \/>\nSe estivermos representando as classes na forma reduzida, ent\u00e3o:<br \/>\n[tex]\\qquad \\mathbb{Z}_n=\\{\\overline{0}, \\overline{1}, \\overline{2}, \\cdots , \\overline{n-1}\\}.[\/tex]<br \/>\nPerceba que o \u00edndice [tex]n[\/tex] de [tex]\\mathbb{Z}_n[\/tex] nos d\u00e1 duas informa\u00e7\u00f5es: o m\u00f3dulo segundo o qual estamos considerando as classes e quantos elementos\/classes tem [tex]\\mathbb{Z}_n.[\/tex] Por exemplo:<br \/>\n[tex]\\qquad \\mathbb{Z}_\\textcolor{red}{2}[\/tex] tem [tex]\\textcolor{red}{2}[\/tex] classes residuais m\u00f3dulo [tex]\\textcolor{red}{2}[\/tex]: [tex]\\mathbb{Z}_2=\\{\\overline{0}, \\overline{1}\\}[\/tex];<br \/>\n[tex]\\qquad \\mathbb{Z}_\\textcolor{red}{5}[\/tex] tem [tex]\\textcolor{red}{5}[\/tex] classes residuais m\u00f3dulo [tex]\\textcolor{red}{5}[\/tex]: [tex]\\mathbb{Z}_5=\\{\\overline{0}, \\overline{1}, \\overline{2}, \\overline{3}, \\overline{4}\\}[\/tex];<br \/>\n[tex]\\qquad \\mathbb{Z}_\\textcolor{red}{8}[\/tex] tem [tex]\\textcolor{red}{8}[\/tex] classes residuais m\u00f3dulo [tex]\\textcolor{red}{8}[\/tex]: [tex]\\mathbb{Z}_8=\\{\\overline{0}, \\overline{1}, \\overline{2}, \\overline{3}, \\overline{4}, \\overline{5}, \\overline{6}, \\overline{7}\\}.[\/tex]<br \/>\n\u00c9 sobre o conjunto [tex]\\mathbb{Z}_n[\/tex] que iremos definir uma Aritm\u00e9tica, olhando cada classe residual como um elemento ([tex]\\overline{a} \\in \\mathbb{Z}_n[\/tex]) e n\u00e3o como um conjunto ([tex]\\overline{a} \\subset \\mathbb{Z}[\/tex]).<br \/>\nUma caracter\u00edstica bem legal das classes residuais \u00e9 que elas permitem transformar congru\u00eancias em igualdades j\u00e1 que, fixado um n\u00famero inteiro [tex]n \\gt 1[\/tex], as classes residuais m\u00f3dulo [tex]n[\/tex] transformam a congru\u00eancia [tex]a\\equiv b \\,(\\text{mod}\\,n)[\/tex] na igualdade [tex]\\overline{a}=\\overline{b}[\/tex].<br \/>\nSer\u00e1 que voc\u00ea consegue mostrar a propriedade que permite essa transforma\u00e7\u00e3o? Que tal mostrar que [tex]a\\equiv b \\,(\\text{mod}\\,n)[\/tex] se, e somente se, [tex]\\overline{a}=\\overline{b}[\/tex].<br \/>\nVejamos alguns exemplos num\u00e9ricos para ilustrar essa afirma\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEm [tex]\\mathbb{Z}_6[\/tex]:<br \/>\n [tex]\\quad \\overline{60}=\\overline{0}[\/tex], pois [tex]60\\equiv 0 \\,(\\text{mod}\\,6)[\/tex];<br \/>\n [tex]\\quad \\overline{604}=\\overline{4}[\/tex], pois [tex]604\\equiv 4 \\,(\\text{mod}\\,6)[\/tex];<br \/>\n [tex]\\quad \\overline{37}\\ne \\overline{20}[\/tex], pois [tex]37 \\not \\equiv 20 \\,(\\text{mod}\\,6)[\/tex], j\u00e1 que [tex]6 \\nmid (37-20).[\/tex]<br \/>\nEm [tex]\\mathbb{Z}_9[\/tex]:<br \/>\n [tex]\\quad \\overline{180}=\\overline{0}[\/tex], pois [tex]180\\equiv 0 \\,(\\text{mod}\\,9)[\/tex];<br \/>\n [tex]\\quad \\overline{5614}=\\overline{5920}[\/tex], pois [tex]5614\\equiv 5920 \\,(\\text{mod}\\,9).[\/tex]<br \/>\nEm [tex]\\mathbb{Z}_{20}[\/tex]:<br \/>\n [tex]\\quad \\overline{633}=\\overline{433}[\/tex], pois [tex]633\\equiv 433 \\,(\\text{mod}\\,20)[\/tex];<br \/>\n [tex]\\quad \\overline{7201}\\ne \\overline{4300}[\/tex], pois [tex]7201\\not \\equiv 4300\\,(\\text{mod}\\,20)[\/tex], j\u00e1 que [tex]20 \\nmid (7201-4300).[\/tex]<\/p>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<p><strong>Repetindo uma observa\u00e7\u00e3o importante:<\/strong> Fixado um inteiro [tex]n \\gt 1[\/tex], as afirma\u00e7\u00f5es <\/p>\n<ul>[tex]\\quad \\rhd a\\equiv b \\,(\\text{mod}\\,n)[\/tex] se, e somente se, [tex]\\overline{a}=\\overline{b}.[\/tex]<br \/>\ne<br \/>\n[tex]\\quad \\rhd [\/tex] Todos os poss\u00edveis restos de uma divis\u00e3o por [tex]n[\/tex] s\u00e3o os n\u00fameros: [tex]0,\\, 1,\\, 2,\\,\\cdots\\,,\\, n\u22121[\/tex]<\/ul>\n<p>nos garantem que, fixado um inteiro [tex]n \\gt 1[\/tex], qualquer classe residual [tex]\\overline{a}[\/tex] \u00e9 igual a uma, e somente uma, das seguintes classes:  [tex]\\overline{0},\\,\\overline{1},\\,\\overline{2},\\,\\overline{3},\\,\\cdots\\,,\\,\\overline{n-1}.<br \/>\n[\/tex]<br \/>\nE isso garante a nossa escolha de definir [tex]\\mathbb{Z}_n[\/tex] como o conjunto dessas classes!<br \/>\nS\u00f3 tome cuidado para n\u00e3o confundir estas duas belas igualdades:<br \/>\n[tex]\\qquad \\rhd \\mathbb{Z}= \\overline{0} \\cup \\overline{1} \\cup \\overline{1} \\cup \\overline{2} \\cup \\cdots  \\cup \\overline{n-1}~[\/tex]<br \/>\n[tex]\\qquad \\rhd \\mathbb{Z}_n=\\{\\overline{0}, \\overline{1}, \\overline{2}, \\cdots , \\overline{n-1}\\}.[\/tex]\n<\/p><\/div>\n<p class=\"c9\" style=\"margin:20px;\">\n<strong>E a tal Aritm\u00e9tica dos Restos?<\/strong><\/p>\n<div  style=\"background-color:#d2e4c5;border:1px solid #77ae52;line-height: 25px; padding:20px;text-align:justify;\">\n<center><strong><span style=\"font-size:18px;\">Aritm\u00e9tica dos Restos ou Aritm\u00e9tica Modular<\/span><\/strong><\/center><br \/>\nVamos fazer uma breve introdu\u00e7\u00e3o ao estudo deste tema.<br \/>\nDe maneira informal, a Aritm\u00e9tica dos n\u00fameros inteiros  \u00e9 a parte da Matem\u00e1tica que lida com as <strong>opera\u00e7\u00f5es <\/strong>num\u00e9ricas adi\u00e7\u00e3o, subtra\u00e7\u00e3o, multiplica\u00e7\u00e3o e divis\u00e3o e suas consequ\u00eancias.<br \/>\nDestacamos a palavra <strong>opera\u00e7\u00f5es<\/strong>, pois sem opera\u00e7\u00f5es a Aritm\u00e9tica n\u00e3o existiria; dessa forma, o in\u00edcio da Aritm\u00e9tica Modular consiste na defini\u00e7\u00e3o do conjunto com o qual vamos lidar e de suas opera\u00e7\u00f5es elementares.<br \/>\nO conjunto j\u00e1 est\u00e1 escolhido: [tex]\\mathbb{Z}_n[\/tex], para [tex]n \\in \\mathbb{Z}[\/tex], [tex]n \\gt 1.[\/tex]<br \/>\nFalta, ent\u00e3o, a defini\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es em [tex]\\mathbb{Z}_n[\/tex]; e vamos definir tr\u00eas opera\u00e7\u00f5es: adi\u00e7\u00e3o, subtra\u00e7\u00e3o e multiplica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAssim, vamos definir tr\u00eas regras que, a cada dois elementos quaisquer [tex]\\overline{a}[\/tex] e [tex]\\overline{b}[\/tex] de [tex]\\mathbb{Z}_n[\/tex], associam elementos de [tex]\\mathbb{Z}_n[\/tex] que ser\u00e3o denotados por [tex]\\overline{a}+\\overline{b}~[\/tex] ; [tex]~\\overline{a}-\\overline{b}~[\/tex] e [tex]~\\overline{a}\\times\\overline{b}.[\/tex]<br \/>\nVamos l\u00e1:<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{a}+\\overline{b}=\\overline{a+b};[\/tex]<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{a}-\\overline{b}=\\overline{a-b};[\/tex]<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{a}\\times\\overline{b}=\\overline{a\\times b}.[\/tex]<br \/>\nObserve a sutileza dessas defini\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<ul>\u00c0 esquerda temos a soma\/a diferen\u00e7a\/o produto de duas classes; \u00e0 direita temos a classe da soma\/da diferen\u00e7a\/do produto de dois n\u00fameros inteiros.<br \/>\nAssim,<br \/>\n* estamos definindo a soma de classes, que s\u00e3o conjuntos, a partir de um elemento de cada conjunto;<br \/>\n* estamos definindo a diferen\u00e7a de classes, que s\u00e3o conjuntos, a partir de um elemento de cada conjunto;<br \/>\n* estamos definindo o produto de classes, que s\u00e3o conjuntos, a partir de um elemento de cada conjunto.<br \/>\nMas quem nos garante que, escolhendo elementos diferentes de cada classe, n\u00e3o vamos obter um resultado diferente?<\/ul>\n<p>Para um melhor entendimento dessa observa\u00e7\u00e3o, fa\u00e7amos um exemplo. Considere em [tex]\\mathbb{Z}_{10}[\/tex] as classes [tex]\\overline{3}[\/tex] e [tex]\\overline{2}[\/tex], ent\u00e3o:<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{3}+\\overline{2}=\\overline{5};[\/tex]<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{3}-\\overline{2}=\\overline{1};[\/tex]<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{3}\\times\\overline{2}=\\overline{6}.[\/tex]<br \/>\nMas como [tex]33\\equiv 3 \\,(\\text{mod}\\,10)~[\/tex] e  [tex]~12\\equiv 2 \\,(\\text{mod}\\,10)[\/tex], ent\u00e3o [tex]\\overline{33}=\\overline{3}~[\/tex] e [tex]~\\overline{12}=\\overline{2}.[\/tex] Assim, o que aconteceria se som\u00e1ssemos as classes [tex]\\overline{33}~[\/tex] e [tex]~\\overline{12}[\/tex]? O que aconteceria se fiz\u00e9ssemos a diferen\u00e7a das classes [tex]\\overline{33}~[\/tex] e [tex]~\\overline{12}[\/tex]? O que aconteceria se multiplic\u00e1ssemos as classes [tex]\\overline{33}~[\/tex] e [tex]~\\overline{12}[\/tex]?<br \/>\nBem, se estamos, de fato, operando com classes, os resultados t\u00eam que ser respectivamente iguais, pois estamos operando com os mesmos conjuntos, n\u00e3o \u00e9?<br \/>\nVejamos:<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{33}+\\overline{12}=\\overline{55};[\/tex]<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{33}-\\overline{12}=\\overline{21};[\/tex]<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{33}\\times\\overline{12}=\\overline{396}.[\/tex]<br \/>\nMas sabemos que  [tex]55\\equiv 5 \\,(\\text{mod}\\,10)[\/tex],  [tex]21\\equiv 1 \\,(\\text{mod}\\,10)[\/tex] e [tex]396\\equiv 6 \\,(\\text{mod}\\,10)[\/tex]; logo [tex]\\overline{55}=\\overline{5}[\/tex],  [tex]\\overline{21}=\\overline{1}[\/tex] e  [tex]\\overline{396}=\\overline{6}[\/tex]. Portanto:<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{33}+\\overline{12}=\\overline{3}+\\overline{2};[\/tex]<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{33}-\\overline{12}=\\overline{3}-\\overline{2};[\/tex]<br \/>\n[tex]\\qquad \\overline{33}\\times \\overline{12}=\\overline{3}\\times \\overline{2}.[\/tex]<br \/>\nUfa&#8230; E isso n\u00e3o acontece s\u00f3 para o nosso exemplo; acontece SEMPRE: os resultados definidos para as tr\u00eas opera\u00e7\u00f5es entre duas classes independem dos n\u00fameros inteiros que utilizamos para representar essas classes!<br \/>\nVoc\u00ea pode ver a demonstra\u00e7\u00e3o dessa afirma\u00e7\u00e3o clicando no pr\u00f3ximo bot\u00e3o. Mas, se for mais conveniente, prossiga com a leitura e veja algumas tabelas contendo exemplos da defini\u00e7\u00e3o das tr\u00eas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<div style=\"text-align:center;\"><input class=\"bo3 c9 cb93\" style=\"width:150px;\" value=\"Demonstra\u00e7\u00e3o\" title=\"Clique aqui\" type=\"button\" onclick=    \"if(this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display != ''){this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = '';this.value = 'Ocultar';} else{this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.value = 'Demonstra\u00e7\u00e3o';}\" \/>   <\/p>\n<div  style=\"display: none;\">\n<div class=\"gr1 cb97\" style=\" font-size: 16px; line-height:25px; width:98%;\">\nNesta demonstra\u00e7\u00e3o, vamos utilizar a propriedade:<br \/>\n[tex]\\qquad a\\equiv b \\,(\\text{mod}\\,n)[\/tex] se, e somente se, [tex]\\overline{a}=\\overline{b}.[\/tex]<br \/>\n<strong>Prova:<\/strong><br \/>\nSejam, ent\u00e3o,  [tex]\\overline{a}\\,,\\, \\overline{a&#8217;}\\,,\\, \\overline{b}\\,,\\, \\overline{b&#8217;} \\in \\mathbb{Z}_n[\/tex] tais que [tex]\\overline{a}= \\overline{a&#8217;}~[\/tex] e [tex]\\overline{b}= \\overline{b&#8217;}.[\/tex]<br \/>\nAssim, pela propriedade em destaque, [tex]a \\equiv a&#8217;\\,(\\text{mod}\\,n)~[\/tex] e [tex]~b \\equiv b&#8217;\\,(\\text{mod}\\,n).[\/tex]<br \/>\nCom isso, pela <strong>Propriedade 5<\/strong>, [tex](a+b) \\equiv (a&#8217;+b&#8217;)\\,(\\text{mod}\\,n)~[\/tex] e [tex]~a\\cdot b \\equiv a&#8217;\\cdot b&#8217;\\,(\\text{mod}\\,n).[\/tex]<br \/>\nUtilizando mais uma vez a propriedade em destaque, conclu\u00edmos que [tex]\\boxed{\\overline{a+b}= \\overline{a&#8217;+b&#8217;}}~[\/tex] e [tex]\\boxed{\\overline{a\\cdot b}= \\overline{a&#8217; \\cdot b&#8217;}}.[\/tex]<br \/>\nEnt\u00e3o, de fato, [tex]\\overline{a}+\\overline{b}=\\overline{a&#8217;}+\\overline{b&#8217;}~[\/tex] e [tex]~\\overline{a} \\times \\overline{b}=\\overline{a&#8217;}\\times\\overline{b&#8217;}.[\/tex]<br \/>\nDeixamos para voc\u00ea a justificativa de que, nas mesmas condi\u00e7\u00f5es, [tex]\\overline{a}-\\overline{b}=\\overline{a&#8217;}-\\overline{b&#8217;}~.[\/tex]<br \/>\n<strong>Bom trabalho!<\/strong>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Como os resultados das tr\u00eas opera\u00e7\u00f5es entre duas classes que definimos independem dos n\u00fameros inteiros que utilizamos para representar essas classes, \u00e9 claro que vamos trabalhar com as representa\u00e7\u00f5es mais simples, que s\u00e3o as classes residuais na forma reduzida.<\/p>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<p><span style=\"color: #6fa34c;\"><span style=\" font-size: 18px;\">&#9658;<\/span><strong>Aritm\u00e9tica m\u00f3dulo 2<\/strong><\/span>: [tex]\\mathbb{Z}_2=\\{ \\overline{0}, \\overline{1}\\}[\/tex]<\/p>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<p>[tex] \\qquad \\begin{array}{c|c c }<br \/>\n\\; +&#038; \\overline{0} &#038; \\overline{1} \\\\<br \/>\n\\hline<br \/>\n\\;\\overline{0}&#038;\\overline{0} &#038; \\overline{1} \\\\<br \/>\n\\;\\overline{1}&#038;\\overline{1} &#038; \\overline{0} \\\\<br \/>\n\\end{array}[\/tex][tex] \\qquad  \\begin{array}{c|c c}<br \/>\n\\; -&#038; \\overline{0} &#038; \\overline{1} \\\\<br \/>\n\\hline<br \/>\n\\;\\overline{0}&#038;\\overline{0} &#038; \\overline{1}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{1}&#038;\\overline{1} &#038; \\overline{0} \\\\<br \/>\n\\end{array}[\/tex][tex] \\qquad  \\begin{array}{c|c  c}<br \/>\n\\; \\times&#038; \\overline{0} &#038; \\overline{1} \\\\<br \/>\n\\hline<br \/>\n\\;\\overline{0}&#038;\\overline{0} &#038; \\overline{0} \\\\<br \/>\n\\;\\overline{1}&#038;\\overline{0} &#038; \\overline{1} \\\\<br \/>\n\\end{array}[\/tex]<\/p>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<p><span style=\"color: #6fa34c;\"><span style=\" font-size: 18px;\">&#9658;<\/span><strong>Aritm\u00e9tica m\u00f3dulo 3<\/strong><\/span>: [tex]\\mathbb{Z}_3=\\{ \\overline{0}, \\overline{1}, \\overline{2}\\}[\/tex]<\/p>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<p>[tex] \\qquad \\begin{array}{c|c c c}<br \/>\n\\; +&#038; \\overline{0} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{2}\\\\<br \/>\n\\hline<br \/>\n\\;\\overline{0}&#038;\\overline{0} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{2}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{1}&#038;\\overline{1} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{0}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{2}&#038;\\overline{2} &#038; \\overline{0} &#038; \\overline{1}\\\\<br \/>\n\\end{array}[\/tex][tex] \\qquad  \\begin{array}{c|c c c}<br \/>\n\\; -&#038; \\overline{0} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{2}\\\\<br \/>\n\\hline<br \/>\n\\;\\overline{0}&#038;\\overline{0} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{1}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{1}&#038;\\overline{1} &#038; \\overline{0} &#038; \\overline{2}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{2}&#038;\\overline{2} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{0}\\\\<br \/>\n\\end{array}[\/tex][tex] \\qquad  \\begin{array}{c|c c c}<br \/>\n\\; \\times&#038; \\overline{0} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{2}\\\\<br \/>\n\\hline<br \/>\n\\;\\overline{0}&#038;\\overline{0} &#038; \\overline{0} &#038; \\overline{0}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{1}&#038;\\overline{0} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{2}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{2}&#038;\\overline{0} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{1}\\\\<br \/>\n\\end{array}[\/tex]<\/p>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<p><span style=\"color: #6fa34c;\"><span style=\" font-size: 18px;\">&#9658;<\/span><strong>Aritm\u00e9tica m\u00f3dulo 4<\/strong><\/span>: [tex]\\mathbb{Z}_4=\\{ \\overline{0}, \\overline{1}, \\overline{2}, \\overline{3}\\}[\/tex]<\/p>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<p>[tex] \\qquad \\begin{array}{c|c c c c}<br \/>\n\\; +&#038; \\overline{0} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{3}\\\\<br \/>\n\\hline<br \/>\n\\;\\overline{0}&#038;\\overline{0} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{3}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{1}&#038;\\overline{1} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{3} &#038; \\overline{0}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{2}&#038;\\overline{2} &#038; \\overline{3} &#038; \\overline{0} &#038; \\overline{1}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{3}&#038;\\overline{3} &#038; \\overline{0} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{2}\\\\<br \/>\n\\end{array}[\/tex][tex] \\qquad \\begin{array}{c|c c c c}<br \/>\n\\; -&#038; \\overline{0} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{3}\\\\<br \/>\n\\hline<br \/>\n\\;\\overline{0}&#038;\\overline{0} &#038; \\overline{3} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{1}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{1}&#038;\\overline{1} &#038; \\overline{0} &#038; \\overline{3} &#038; \\overline{2}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{2}&#038;\\overline{2} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{0} &#038; \\overline{3}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{3}&#038;\\overline{3} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{0}\\\\<br \/>\n\\end{array}[\/tex][tex] \\qquad \\begin{array}{c|c c c c}<br \/>\n\\; \\times&#038; \\overline{0} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{3}\\\\<br \/>\n\\hline<br \/>\n\\;\\overline{0}&#038;\\overline{0} &#038; \\overline{0} &#038; \\overline{0} &#038; \\overline{0}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{1}&#038;\\overline{0} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{3}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{2}&#038;\\overline{0} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{0} &#038; \\overline{2}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{3}&#038;\\overline{0} &#038; \\overline{3} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{1}\\\\<br \/>\n\\end{array}[\/tex]<\/p>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<p>Observe que, diferentemente da Aritm\u00e9tica dos n\u00fameros inteiros, [tex]\\overline{2}\\ne \\overline{0}[\/tex], mas [tex]\\overline{2}\\times \\overline{2} = \\overline{0}.[\/tex]<\/p>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<p><span style=\"color: #6fa34c;\"><span style=\" font-size: 18px;\">&#9658;<\/span><strong>Aritm\u00e9tica m\u00f3dulo 5<\/strong><\/span>: [tex]\\mathbb{Z}_5=\\{ \\overline{0}, \\overline{1}, \\overline{2}, \\overline{3}, \\overline{4}\\}[\/tex]<\/p>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<p>[tex] \\qquad \\begin{array}{c|c c c c c}<br \/>\n\\; +&#038; \\overline{0} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{3}&#038; \\overline{4}\\\\<br \/>\n\\hline<br \/>\n\\;\\overline{0}&#038;\\overline{0} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{3} &#038; \\overline{4}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{1}&#038;\\overline{1} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{3} &#038; \\overline{4} &#038; \\overline{0}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{2}&#038;\\overline{2} &#038; \\overline{3} &#038; \\overline{4} &#038; \\overline{0} &#038; \\overline{1}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{3}&#038;\\overline{3} &#038; \\overline{4} &#038; \\overline{0} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{2}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{4}&#038;\\overline{4} &#038; \\overline{0} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{3}\\\\<br \/>\n\\end{array}[\/tex][tex] \\qquad \\begin{array}{c|c c c c c}<br \/>\n\\; -&#038; \\overline{0} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{3} &#038; \\overline{4}\\\\<br \/>\n\\hline<br \/>\n\\;\\overline{0}&#038;\\overline{0} &#038; \\overline{4} &#038; \\overline{3} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{1}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{1}&#038;\\overline{1} &#038; \\overline{0} &#038; \\overline{4} &#038; \\overline{3} &#038; \\overline{2}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{2}&#038;\\overline{2} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{0} &#038; \\overline{4} &#038; \\overline{3}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{3}&#038;\\overline{3} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{0} &#038; \\overline{4}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{4}&#038;\\overline{4} &#038; \\overline{3} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{0}\\\\<br \/>\n\\end{array}[\/tex][tex] \\qquad \\begin{array}{c|c c c c c}<br \/>\n\\; \\times&#038; \\overline{0} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{3} &#038; \\overline{4}\\\\<br \/>\n\\hline<br \/>\n\\;\\overline{0}&#038;\\overline{0} &#038; \\overline{0} &#038; \\overline{0} &#038; \\overline{0} &#038; \\overline{0}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{1}&#038;\\overline{0} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{3} &#038; \\overline{4}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{2}&#038;\\overline{0} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{4} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{3}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{3}&#038;\\overline{0} &#038; \\overline{3} &#038; \\overline{1} &#038; \\overline{4} &#038; \\overline{2}\\\\<br \/>\n\\;\\overline{4}&#038;\\overline{0} &#038; \\overline{4} &#038; \\overline{3} &#038; \\overline{2} &#038; \\overline{1}\\\\<br \/>\n\\end{array}[\/tex]<\/p>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<p>Em [tex]\\mathbb{Z}_5[\/tex], a regra &#8220;se [tex]\\overline{a} \\ne \\overline{0}~[\/tex] e [tex]\\overline{b} \\ne \\overline{0}[\/tex], ent\u00e3o [tex]\\overline{a} \\times \\overline{b} \\ne \\overline{0}[\/tex]&#8221; volta a valer.<br \/>\nVeja que em [tex]\\mathbb{Z}_3[\/tex], essa regra tamb\u00e9m vale. Mas em [tex]\\mathbb{Z}_6[\/tex], mesmo sem uma tabela, podemos perceber que  [tex]\\overline{2} \\ne \\overline{0}~[\/tex], [tex]\\overline{3} \\ne \\overline{0}[\/tex], mas [tex]\\overline{2} \\times \\overline{3} = \\overline{0}.[\/tex]<br \/>\nPor que ser\u00e1?<\/p>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<p>A esta altura do campeonato, voc\u00ea pode estar se perguntando: Existe divis\u00e3o em [tex]\\mathbb{Z}_n[\/tex]?<br \/>\nVamos pensar por um instante no conjunto dos n\u00fameros reais. Nesse conjunto, &#8220;dividir o n\u00famero [tex]a[\/tex] pelo n\u00famero n\u00e3o nulo [tex]b[\/tex]&#8221; \u00e9 equivalente a &#8220;multiplicar o n\u00famero [tex]a[\/tex] pelo n\u00famero [tex]1\/b[\/tex]&#8221;, n\u00e3o \u00e9?<br \/>\nTranspor essas ideais para [tex]\\mathbb{Z}_n[\/tex] n\u00e3o \u00e9 um &#8220;bicho de sete cabe\u00e7as&#8221;, mas talvez seja um &#8220;bicho com umas tr\u00eas ou quatro cabe\u00e7as&#8221;!<br \/>\nPor exemplo, em [tex]\\mathbb{Z}_8[\/tex], [tex]\\overline{2} \\ne \\overline{0}~[\/tex], [tex]\\overline{4} \\ne \\overline{0}[\/tex], mas [tex]\\overline{2} \\times \\overline{4} = \\overline{0}.[\/tex] Assim, em [tex]\\mathbb{Z}_8[\/tex], assim como em [tex]\\mathbb{Z}_6[\/tex] e em outros [tex]\\mathbb{Z}_n[\/tex]&#8217;s , teremos problemas para definir inversos&#8230;<br \/>\nComo estamos nos propondo a fazer uma apresenta\u00e7\u00e3o inicial de [tex]\\mathbb{Z}_n[\/tex] e suas opera\u00e7\u00f5es e n\u00e3o necessitaremos dessas informa\u00e7\u00f5es para prosseguir com nossas discuss\u00f5es, deixaremos essa conversa de inversos e divis\u00f5es para outra ocasi\u00e3o&#8230;<\/p><\/div>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c;   margin-top: 30px; margin-bottom: 8px; border: 0 none\"\/>\n<hr style=\"height:5px; width:100%;background-color:#6fa34c;  margin-top: 8px; margin-bottom: 8px;  border: 0 none\"\/>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c;   margin-top: 8px; margin-bottom: 30px; border: 0 none\"\/>\n<p class=\"ti1 c9\" style=\"line-height:30px;margin:30px; font-size:21px;\">IV &#8211; Equa\u00e7\u00f5es Diofantinas<\/p>\n<p style=\"margin:30px;\">\n<p>O estudo de <strong>Equa\u00e7\u00f5es Diofantinas<\/strong> \u00e9 uma aplica\u00e7\u00e3o interessante do conceito de divisibilidade. Elas s\u00e3o equa\u00e7\u00f5es polinomiais com coeficientes inteiros, para as quais se buscam solu\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m inteiras. Al\u00e9m disso, as vari\u00e1veis da equa\u00e7\u00e3o podem ter grau maior do que 1, o que gera uma grande diversidade de problemas envolvendo esse tipo de equa\u00e7\u00e3o, desde o estudo do Teorema de Pit\u00e1goras, ou seja, equa\u00e7\u00f5es na forma [tex]a^2+b^2=c^2[\/tex], at\u00e9 a prova do <strong>\u00daltimo Teorema de Fermat<\/strong> (mais informa\u00e7\u00f5es podem ser encontradas <a href=\"http:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/problema-o-ultimo-teorema-de-fermat\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\"><span style=\"color:#64c900;\"><strong> neste link<\/strong><\/span><\/a>). Contudo, por se tratar de um t\u00f3pico introdut\u00f3rio \u00e0s equa\u00e7\u00f5es diofantinas, nos limitaremos nesta Sala de Estudo \u00e0s equa\u00e7\u00f5es com duas inc\u00f3gnitas de grau 1, ou seja, aquelas do tipo [tex] \\boxed{\\,ax+by=c\\,}[\/tex], com coeficientes [tex]a,\\, b,\\, c \\in \\mathbb{Z}[\/tex] e solu\u00e7\u00f5es inteiras, ou seja, [tex](x,y)\\in \\mathbb{Z}^2.[\/tex]<br \/>\nObserve, por exemplo, a equa\u00e7\u00e3o [tex]2x\u22126y=7.[\/tex]<br \/>\nMuitos j\u00e1 devem estar familiarizados com equa\u00e7\u00f5es desse tipo e com sua representa\u00e7\u00e3o no plano cartesiano: uma reta. Portanto, os pares [tex](x,y)\\in \\mathbb{R}^2[\/tex] que s\u00e3o solu\u00e7\u00e3o dessa equa\u00e7\u00e3o s\u00e3o todos os pontos que pertencem a essa reta. No entanto, nenhuma dessas solu\u00e7\u00f5es \u00e9 um par ordenado pertencente a [tex]\\mathbb{Z}^2[\/tex], pois uma soma entre dois n\u00fameros pares ([tex]2x[\/tex] e [tex]-6y[\/tex]) n\u00e3o pode resultar no n\u00famero \u00edmpar [tex]7.[\/tex] Al\u00e9m disso, o que torna esse fato ainda mais interessante \u00e9 a an\u00e1lise do gr\u00e1fico da reta definida por [tex]2x\u22126y=7[\/tex], representado na pr\u00f3xima figura.<\/p>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/fig_41.png\" style=\"border:none\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"313\" class=\"aligncenter size-full wp-image-218641\" srcset=\"https:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/fig_41.png 640w, https:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/fig_41-300x147.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<p>De fato, a inexist\u00eancia de solu\u00e7\u00f5es em [tex]\\mathbb{Z}^2[\/tex] para a equa\u00e7\u00e3o [tex]2x\u22126y=7[\/tex] pode ser percebida no gr\u00e1fico da imagem acima, na medida em que a reta parece \u201cdesviar\u201d de todos os pontos com coordenadas inteiras, isto \u00e9, a reta n\u00e3o intercepta nenhum dos cruzamentos da malha quadriculada pontilhada da imagem.<\/p>\n<p style=\"margin:30px;\">\n<p style=\"text-align:center; font-size: 23px;\"><strong>Equa\u00e7\u00f5es Diofantinas e Congru\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>A fim de evidenciar a relev\u00e2ncia das Equa\u00e7\u00f5es Diofantinas em problemas do dia-a-dia, pensemos na seguinte quest\u00e3o:<\/p>\n<ul><em>Visitei uma livraria que estava com uma promo\u00e7\u00e3o imperd\u00edvel: todos os livros estavam custando R$ 10,00 ou R$ 18,00. Meus pais me deram R$ 100,00 para comprar os livros que eu quisesse. Pensando em gastar todo o dinheiro que me foi dado, quantas e quais s\u00e3o as maneiras que me permitem realizar essa compra?<\/em><\/ul>\n<p>O problema pode ser matematicamente \u201ctraduzido\u201d pela seguinte equa\u00e7\u00e3o diofantina: [tex]10x+18y=100[\/tex], sendo [tex]x,\\, y \\in \\mathbb{N}[\/tex] ([tex]x[\/tex] e [tex] y [\/tex] representam quantidades). Podemos reescrever essa equa\u00e7\u00e3o pensando em congru\u00eancias m\u00f3dulo [tex]5[\/tex]:<br \/>\n[tex]\\qquad 10x+18y\\equiv 100 \\,(\\text{mod}\\,5)\\\\<br \/>\n\\qquad 0x+3y\\equiv 0 \\,(\\text{mod}\\,5)\\\\<br \/>\n\\qquad 3y\\equiv 0 \\,(\\text{mod}\\,5).[\/tex]<br \/>\nDessa forma, [tex]5 \\mid 3y[\/tex], ou seja, estamos procurando n\u00fameros naturais que quando multiplicados por [tex]3[\/tex] sejam m\u00faltiplos de [tex]5.[\/tex]<br \/>\nAssim,  [tex]y \\in \\{0,5,10,15,20,\\cdots\\}[\/tex]; em termos de congru\u00eancia, isso significa que [tex]y\\equiv 0 \\,(\\text{mod}\\,5).[\/tex]<br \/>\nA nossa equa\u00e7\u00e3o inicial pode ser reescrita como [tex]5x+9y=50[\/tex] e, para cada valor de [tex]y[\/tex] encontrado, temos um valor de [tex]x[\/tex] correspondente. Vamos ent\u00e3o fazer algumas continhas.<br \/>\nPerceba que  [tex]x \\geq 0[\/tex] e [tex]5x=50-9y[\/tex]; logo devemos ter [tex]50-9y \\geq 0[\/tex], ou seja, [tex]9y \\leq 50[\/tex], o que acarreta [tex]y \\leq 5.[\/tex]<br \/>\nPortanto, temos apenas dois valores de [tex]y[\/tex] que interessam para o problema: [tex]y=0[\/tex] e [tex]y=5.[\/tex]<br \/>\nPara [tex]y=0[\/tex], obtemos [tex]x=10[\/tex]; e para [tex]y=5[\/tex], obtemos [tex]x=1.[\/tex]<br \/>\nDessa forma, posso realizar a compra dos livros somente de duas maneiras: <\/p>\n<ul>\n<li>&#8220;Comprando 10 livros de R$ 10,00 somente&#8221; ou &#8220;1 livro de R$ 10,00 e 5 livros de R$ 18,00&#8221;.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Observe, no entanto, que \u00e0 parte do contexto de compra de livros (que exige que [tex]x[\/tex] e [tex]y[\/tex] sejam inteiros positivos), a equa\u00e7\u00e3o [tex]10x+18y=100[\/tex] possui infinitos pares [tex](x,y) \\in \\mathbb{Z}^2[\/tex] como solu\u00e7\u00e3o. Na verdade, como veremos mais adiante, isso sempre ocorre: <strong>se uma equa\u00e7\u00e3o diofantina admite uma solu\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o ela admite infinitas<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<p>Utilizar artif\u00edcios alg\u00e9bricos como o apresentado acima para resolver equa\u00e7\u00f5es diofantinas \u00e9, de fato, muito \u00fatil para a resolu\u00e7\u00e3o delas. No entanto, ser\u00e1 que h\u00e1 alguma maneira de certificarmos que dada equa\u00e7\u00e3o possui, de fato, solu\u00e7\u00e3o inteira, antes de tentar resolv\u00ea-la?<br \/>\nA resposta \u00e9 afirmativa, e faremos isso usando uma ferramenta que voc\u00ea provavelmente j\u00e1 domina: o <strong>MDC <\/strong>&#8211; M\u00e1ximo Divisor Comum.<\/p>\n<p style=\"margin:20px;\">\n<p><center><\/p>\n<div  style=\"background-color:#d2e4c5;border:1px solid #77ae52;line-height: 25px; padding:20px;text-align:justify; width:98%\">\nO MDC entre n\u00fameros naturais, objeto matem\u00e1tico conhecido por todos que j\u00e1 passaram pelo Ensino Fundamental, tamb\u00e9m pode ser estendido para o conjunto dos n\u00fameros inteiros e em [tex]\\mathbb{Z}[\/tex] ele mantem, praticamente, as mesmas propriedades, j\u00e1 que, se [tex]a~[\/tex] e [tex]~b[\/tex] s\u00e3o n\u00fameros inteiros n\u00e3o simultaneamente nulos ([tex]a\\ne 0[\/tex] ou [tex]b\\ne 0[\/tex]), temos que [tex]mdc(a,b)=mdc(|a|,|b|).[\/tex]<br \/>\nDessa forma, se [tex]a~[\/tex] e [tex]~b[\/tex] s\u00e3o n\u00fameros inteiros n\u00e3o simultaneamente nulos, ent\u00e3o o [tex]mdc(a,b)[\/tex] \u00e9 um divisor de [tex]a~[\/tex] e de [tex]~b[\/tex] e \u00e9 o maior dentre todos os divisores comuns de [tex]a~[\/tex] e [tex]~b.[\/tex]<br \/>\nMais tarde, voc\u00ea pode visitar as nossas Salas sobre o &#8220;Algoritmo de Euclides para determina\u00e7\u00e3o de MDC&#8221;, clicando <a href=\"http:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/?p=7507\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\"><span style=\"color:#6fa34c;\"><strong>AQUI<\/strong><\/span><\/a>. Neste momento, estamos apenas interessados em encontrar um resultado que nos permita saber se uma equa\u00e7\u00e3o diofantina tem ou n\u00e3o solu\u00e7\u00e3o; e, para isso, vamos apresentar um resultado central para obter essa resposta:<em> <strong>podemos sempre escrever o MDC entre dois inteiros como uma combina\u00e7\u00e3o linear entre eles<\/strong><\/em>.<\/p>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c;   margin-top: 30px; margin-bottom: 20px; border: 0 none\"\/>\n<center><strong>Teorema de B\u00e9zout <\/strong><\/center><br \/>\nO Teorema de B\u00e9zout afirma que &#8220;Dados [tex]a~[\/tex] e [tex]~b[\/tex] inteiros n\u00e3o simultaneamente nulos, existem inteiros [tex]x[\/tex] e [tex]y[\/tex] (n\u00e3o necessariamente positivos) tais que [tex]ax+by=mdc(a,b).[\/tex]&#8221;<br \/>\nSe voc\u00ea quiser conhecer a demonstra\u00e7\u00e3o desse resultado, \u00e9 s\u00f3 clicar no bot\u00e3o abaixo; caso contr\u00e1rio, \u00e9 s\u00f3 prosseguir com a leitura.<\/p>\n<div style=\"text-align:center;\"><input class=\"bo3 c9 cb93\" style=\"width:150px;\" value=\"Demonstra\u00e7\u00e3o\" title=\"Clique aqui\" type=\"button\" onclick=    \"if(this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display != ''){this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = '';this.value = 'Ocultar';} else{this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.value = 'Demonstra\u00e7\u00e3o';}\" \/>   <\/p>\n<div  style=\"display: none;\">\n<div class=\"gr1 cb97\" style=\" font-size: 16px; line-height:25px; width:98%;\">\n<strong>Prova:<\/strong><br \/>\nEste resultado \u00e9 f\u00e1cil de ser obtido utilizando a <strong>Divis\u00e3o Euclidiana<\/strong>, apresentada no in\u00edcio desta Sala: <\/p>\n<ul>\n<li> Dados quaisquer [tex]n[\/tex] e [tex]d[\/tex] inteiros com [tex]d\\ne 0[\/tex], existem \u00fanicos inteiros [tex]q[\/tex] e [tex]r[\/tex] (quociente e resto, respectivamente) tais que [tex]n=q\\cdot d+r[\/tex], com [tex]0 \\leq r \\lt |d|.[\/tex]<\/li>\n<\/ul>\n<p>Para provar o Teorema de B\u00e9zout, dados [tex]a~[\/tex] e [tex]~b[\/tex] inteiros n\u00e3o simultaneamente nulos, vamos construir o conjunto<br \/>\n[tex] \\qquad M(a,b)=\\{ax+by \\, |\\,  x,y \\in \\mathbb{Z}\\}[\/tex],<br \/>\nisto \u00e9, o conjunto de todos os inteiros que podem ser escritos como combina\u00e7\u00e3o linear de [tex]a~[\/tex] e [tex]~b.[\/tex]<br \/>\nObserve, inicialmente, que [tex]a \\cdot a+b\\cdot b=a^2+b^2[\/tex]; assim  [tex]a \\cdot a+b\\cdot b \\in M(a,b) [\/tex], pois \u00e9 uma <strong>combina\u00e7\u00e3o linear positiva<\/strong> de [tex]a~[\/tex] e [tex]~b[\/tex], pois [tex]a\\ne 0[\/tex] ou [tex]b\\ne 0[\/tex] e, portanto [tex]a^2\\ne 0[\/tex] ou [tex]b^2\\ne 0.[\/tex]<br \/>\nAssim, existem elementos positivos em [tex] M(a,b)[\/tex] e  podemos tomar o menor deles: seja, ent\u00e3o,  [tex]d=ax_0+by_0[\/tex] o menor elemento positivo de [tex] M(a,b).[\/tex]<br \/>\nMostraremos que [tex]d=mdc(a,b)[\/tex] e, para isso, provaremos primeiro a seguinte afirma\u00e7\u00e3o: [tex]d[\/tex] divide TODOS os elementos de [tex] M(a,b).[\/tex] <\/p>\n<ul>Com efeito, dado [tex]n=ax+by \\in M(a,b)[\/tex], pela Divis\u00e3o Euclidiana, existem \u00fanicos [tex]q[\/tex] e [tex]r[\/tex] inteiros tais que [tex]n=q\\cdot d+r[\/tex], com [tex]0 \\leq r \\lt d.[\/tex] Dessa forma, temos<br \/>\n[tex]\\qquad r=n-q \\cdot d\\\\<br \/>\n\\qquad r=ax+by-q\\left(ax_0+by_0\\right)\\\\<br \/>\n\\qquad r=a\\left(x-qx_0\\right)+b\\left(y-qy_0\\right),[\/tex]<br \/>\no que nos garante que  [tex]r[\/tex] \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o linear de [tex]a~[\/tex] e [tex]~b[\/tex] e, portanto, [tex]r \\in M(a,b).[\/tex]<br \/>\nMas como [tex]0 \\leq r \\lt d[\/tex] e [tex]d[\/tex] \u00e9 o menor elemento positivo de [tex] M(a,b)[\/tex], [tex]r[\/tex] n\u00e3o pode ser positivo! Logo s\u00f3 resta para [tex]r[\/tex] ser igual a zero.<br \/>\nSendo [tex]r=0[\/tex], segue de [tex]n=q\\cdot d+r[\/tex] que [tex]n=q\\cdot d[\/tex], o que significa que [tex]d[\/tex] \u00e9 divisor de qualquer elemento [tex]n[\/tex] de [tex] M(a,b).[\/tex]<\/ul>\n<p>Como [tex]a=a\\cdot 1+b \\cdot 0[\/tex] e [tex]b=a\\cdot 0+b \\cdot 1[\/tex], [tex]a~[\/tex] e [tex]~b[\/tex] pertencem a [tex] M(a,b)[\/tex]; assim, pela afirma\u00e7\u00e3o acima, conclu\u00edmos que [tex]d \\mid a~[\/tex] e [tex]~d \\mid b[\/tex], isto \u00e9, [tex]d[\/tex] \u00e9 um divisor comum de [tex]a~[\/tex] e [tex]~b[\/tex] e, portanto, [tex]d \\leq mdc(a,b).[\/tex]<br \/>\nNote ainda que, para todo inteiro [tex]c[\/tex] tal que [tex]c \\mid a~[\/tex] e [tex]~c \\mid b[\/tex], temos que [tex]c \\mid ax_0+by_0[\/tex] e, portanto, [tex]c \\mid  d.[\/tex] Particularmente, se  [tex]c=mdc(a,b)[\/tex], ent\u00e3o [tex]mdc(a,b) \\mid  d[\/tex], donde [tex]mdc(a,b) \\leq  d[\/tex], j\u00e1 que ambos s\u00e3o positivos.<br \/>\nSendo [tex]d \\leq mdc(a,b)[\/tex] e [tex]mdc(a,b) \\leq  d[\/tex], necessariamente [tex]mdc(a,b)= d=ax_0+by_0[\/tex] e, de fato, o [tex]mdc(a,b)[\/tex] \u00e9 combina\u00e7\u00e3o linear de [tex]a~[\/tex] e de [tex]~b.[\/tex]\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"margin:20px;\">\n<p>O  Teorema de B\u00e9zout tem uma importante consequ\u00eancia e \u00e9 esse resultado que vai nos interessar no estudo das Equa\u00e7\u00f5es Diofantinas: <\/p>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<p><strong>Corol\u00e1rio do Teorema de B\u00e9zout:<\/strong> Sejam [tex]a[\/tex], [tex]b[\/tex] e [tex]c[\/tex] n\u00fameros inteiros, com [tex]a[\/tex] e [tex]b[\/tex] n\u00e3o simultaneamente nulos.<br \/>\nA equa\u00e7\u00e3o [tex]ax+by=c[\/tex] admite solu\u00e7\u00e3o em [tex]\u2124^2[\/tex] se, e somente se, [tex]c[\/tex] \u00e9 divis\u00edvel por [tex]mdc(a,b).[\/tex]<\/p>\n<div style=\"text-align:center;\"><input class=\"bo3 c9 cb93\" style=\"width:150px;\" value=\"Demonstra\u00e7\u00e3o\" title=\"Clique aqui\" type=\"button\" onclick=    \"if(this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display != ''){this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = '';this.value = 'Ocultar';} else{this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.value = 'Demonstra\u00e7\u00e3o';}\" \/>   <\/p>\n<div  style=\"display: none;\">\n<div class=\"gr1 cb97\" style=\" font-size: 16px; line-height:25px; width:98%;\"><strong>Prova:<\/strong><br \/>\nSejam [tex]a[\/tex], [tex]b[\/tex] e [tex]c[\/tex] n\u00fameros inteiros, com [tex]a[\/tex] e [tex]b[\/tex] n\u00e3o simultaneamente nulos.<br \/>\nSupondo que a equa\u00e7\u00e3o [tex]ax+by=c[\/tex] admite solu\u00e7\u00e3o em [tex]\u2124^2[\/tex], considere o par [tex](x_0,y_0)[\/tex] uma tal solu\u00e7\u00e3o; assim, [tex]ax_0+by_0=c[\/tex].<br \/>\nComo  por defini\u00e7\u00e3o [tex] mdc(a,b) \\mid a[\/tex] e [tex] mdc(a,b) \\mid a[\/tex], a <strong>Propriedade (*)<\/strong> garante que [tex] mdc(a,b) \\mid \\left(ax_0+by_0\\right)[\/tex] e, assim, [tex] mdc(a,b) \\mid c.[\/tex]<br \/>\nPor outro lado, supondo que [tex]c[\/tex] seja divis\u00edvel por [tex]mdc(a,b)[\/tex], ent\u00e3o existe [tex]k \\in \\mathbb{Z}[\/tex] tal que [tex]c=k \\cdot mdc(a,b).[\/tex]<br \/>\nCom isso, pelo Teorema de B\u00e9zout, existem inteiros [tex]x_0[\/tex] e [tex]y_0[\/tex] tais que [tex]~ax_0+by_0=mdc(a,b).[\/tex]<br \/>\nMultiplicando esta igualdade por [tex]k[\/tex], temos<br \/>\n[tex]\\qquad a\\left(kx_0\\right)+b\\left(ky_0\\right)=k\\cdot mdc(a,b)[\/tex]<br \/>\ne assim verificamos que existem os inteiros [tex]kx_0[\/tex] e [tex]ky_0[\/tex] que definem uma solu\u00e7\u00e3o para a equa\u00e7\u00e3o [tex]ax+by=c.[\/tex]\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Observe que &#8220;traduzindo&#8221; esse Corol\u00e1rio para o contexto de Equa\u00e7\u00f5es Diofantinas, conseguimos o prometido crit\u00e9rio para se decidir a exist\u00eancia ou n\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es para uma Equa\u00e7\u00e3o Diofantina:<\/p>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<p><strong>CRIT\u00c9RIO: Sejam [tex]a[\/tex], [tex]b[\/tex] e [tex]c[\/tex] n\u00fameros inteiros.<br \/>\nA equa\u00e7\u00e3o diofantina linear [tex]~ax+by=c~[\/tex] admite solu\u00e7\u00e3o se, e somente se, [tex]c[\/tex] \u00e9 divis\u00edvel por [tex]mdc(a,b).[\/tex] <\/strong>\n<\/div>\n<p><\/center><\/p>\n<p style=\"margin:20px;\">\n<p>Vamos voltar ao que foi mencionado acima, sobre a infinidade de solu\u00e7\u00f5es de uma equa\u00e7\u00e3o diofantina.<br \/>\nJ\u00e1 sabemos que a equa\u00e7\u00e3o diofantina [tex]~ax+by=c~[\/tex] ter\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o se [tex]c[\/tex] \u00e9 divis\u00edvel por [tex]mdc(a,b).[\/tex]<br \/>\nSeja, ent\u00e3o, [tex]x_0,y_0[\/tex] uma solu\u00e7\u00e3o particular para [tex]~ax+by=c.[\/tex]<br \/>\nPara qualquer inteiro [tex]t[\/tex], considere o par ordenado<br \/>\n [tex]\\qquad (x,y)=\\left(x_0-\\dfrac{b}{mdc(a,b)}\\cdot t\\,,\\,y_0+\\dfrac{a}{mdc(a,b)}\\cdot t\\right)[\/tex]<br \/>\ne observe, antes de mais nada, que [tex]\\dfrac{b}{mdc(a,b)}[\/tex] e [tex]\\dfrac{a}{mdc(a,b)}[\/tex] s\u00e3o n\u00fameros inteiros.<br \/>\nTemos, ent\u00e3o, que:<br \/>\n[tex]\\qquad ax+by=a\\left(x_0-\\dfrac{b}{mdc(a,b)}\\cdot t\\right)+b\\left(y_0+\\dfrac{a}{mdc(a,b)}\\cdot t\\right)\\\\<br \/>\n\\qquad ax+by=ax_0-\\dfrac{ab}{mdc(a,b)}\\cdot t+by_0+\\dfrac{ab}{mdc(a,b)}\\cdot t\\\\<br \/>\n\\qquad ax+by=ax_0-\\cancel{\\dfrac{ab}{mdc(a,b)}\\cdot t}+by_0+\\cancel{\\dfrac{ab}{mdc(a,b)}\\cdot t}\\\\<br \/>\n\\qquad ax+by=ax_0+by_0\\\\<br \/>\n\\qquad \\boxed{\\,ax+by=c\\,}.[\/tex]<br \/>\nAssim, para cada valor inteiro [tex]t[\/tex], o par ordenado [tex]\\left(x_0-\\dfrac{b}{mdc(a,b)}\\cdot t\\,,\\,y_0+\\dfrac{b}{mdc(a,b)}\\cdot t\\right)[\/tex]<br \/>\nfornece uma solu\u00e7\u00e3o para a equa\u00e7\u00e3o [tex]~ax+by=c.[\/tex]<br \/>\nPortanto, havendo infinitos valores poss\u00edveis para [tex]t[\/tex], temos infinitas solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis para a equa\u00e7\u00e3o diofantina [tex]~ax+by=c.[\/tex] <\/p>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c;   margin-top: 30px; margin-bottom: 8px; border: 0 none\"\/>\n<hr style=\"height:5px; width:100%;background-color:#6fa34c;  margin-top: 8px; margin-bottom: 8px;  border: 0 none\"\/>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c;   margin-top: 8px; margin-bottom: 30px; border: 0 none\"\/>\n<p class=\"ti1 c9 \" style=\"line-height:30px;margin:30px; font-size:21px;\">V &#8211; Alguns Problemas&#8230;<\/p>\n<p style=\"margin:30px;\">\n<div class=\"gr1 cb94\" style=\"font-size: 16px; line-height:25px;\">\n<span style=\"color: #6fa34c;\"><span style=\" font-size: 18px;\">&#10148;<\/span><strong> Problema 1.<\/strong><\/span> Jo\u00e3o tem hoje 30 anos e nota que o seu 33\u00ba anivers\u00e1rio ser\u00e1 daqui a 1 000 dias. Sendo hoje uma ter\u00e7a-feira, em qual dia da semana cair\u00e1 o anivers\u00e1rio de 33 anos de Jo\u00e3o?<\/p>\n<div style=\"text-align:center;\"><input class=\"bo1 c9 cb93\" style=\"width:150px;\" value=\"Resposta\" title=\"Clique aqui\" type=\"button\" onclick=    \"if(this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display != ''){this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = '';this.value = 'Ocultar';} else{this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.value = 'Resposta';}\" \/>   <\/p>\n<div  style=\"display: none;\">\n<div class=\"gr1 cb97\" style=\" font-size: 16px; line-height:25px; width:98%;\">\nSabendo que o dia de hoje \u00e9 uma ter\u00e7a-feira (dia 3 da semana, considerando domingo como o dia 1), podemos calcular em que dia da semana cair\u00e1 o anivers\u00e1rio de 33 anos de Jo\u00e3o daqui a 1 000 dias, usando a f\u00f3rmula:<br \/>\n[tex]\\quad  Dia~atual+1\\,000\\equiv Dia~da~semana \\,(\\text{mod}\\,7)[\/tex].<br \/>\nsendo que [tex]&#8221;Dia~atual&#8221;=3[\/tex]  e 1 000 \u00e9 o n\u00famero de dias que queremos avan\u00e7ar.<br \/>\nEnt\u00e3o,<br \/>\n[tex]\\quad 3+1\\,000=1\\, 003\\equiv 2\\,(\\text{mod}\\,7)[\/tex]<br \/>\ne isso significa que, ap\u00f3s 1 000 dias, o anivers\u00e1rio de Jo\u00e3o cair\u00e1 no dia 2 da semana, isto \u00e9, segunda-feira.\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"margin:30px;\">\n<div class=\"gr1 cb94\" style=\"font-size: 16px; line-height:25px;\">\n<span style=\"color: #6fa34c;\"><span style=\" font-size: 18px;\">&#10148;<\/span><strong> Problema 2.<\/strong><\/span> Uma esta\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio transmite m\u00fasicas em uma programa\u00e7\u00e3o fixa, repetindo essa programa\u00e7\u00e3o a cada 6 horas. Se a esta\u00e7\u00e3o come\u00e7a a tocar uma m\u00fasica espec\u00edfica \u00e0s <em>14h30min<\/em>, em que hor\u00e1rio ela tocar\u00e1 a mesma m\u00fasica novamente ap\u00f3s 84 horas?<\/p>\n<div style=\"text-align:center;\"><input class=\"bo1 c9 cb93\" style=\"width:150px;\" value=\"Resposta\" title=\"Clique aqui\" type=\"button\" onclick=    \"if(this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display != ''){this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = '';this.value = 'Ocultar';} else{this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.value = 'Resposta';}\" \/>   <\/p>\n<div  style=\"display: none;\">\n<div class=\"gr1 cb97\" style=\" font-size: 16px; line-height:25px; width:98%;\">\nUsando uma abordagem um pouco diferente do problema anterior, e sendo 24 um m\u00faltiplo de 6, podemos pensar que a m\u00fasica em quest\u00e3o ir\u00e1 se repetir \u00e0s <em>14h30min<\/em> daqui a tr\u00eas dias, pois [tex]\\dfrac{84}{24}=3,5.[\/tex]<br \/>\nPor\u00e9m, ainda temos que considerar 0,5 de um dia (metade de um dia), o que corresponde a 12 horas, que dever\u00e3o ser adicionadas ao hor\u00e1rio das <em>14h30min<\/em>.<br \/>\nEnt\u00e3o, a m\u00fasica tocar\u00e1 \u00e0s <em>02h30min<\/em>.\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"margin:30px;\">\n<div class=\"gr1 cb94\" style=\"font-size: 16px; line-height:25px;\">\n<span style=\"color: #6fa34c;\"><span style=\" font-size: 18px;\">&#10148;<\/span><strong> Problema 3.<\/strong><\/span> (OBM \u2013 2003) Seja [tex]n=9867.[\/tex]<br \/>\nSe voc\u00ea calculasse [tex]n^3-n^2[\/tex], voc\u00ea encontraria um n\u00famero cujo algarismo das unidades \u00e9:<br \/>\nA) 0<br \/>\nB) 2<br \/>\nC) 4<br \/>\nD) 6<br \/>\nE) 8<\/p>\n<div style=\"text-align:center;\"><input class=\"bo1 c9 cb93\" style=\"width:150px;\" value=\"Resposta\" title=\"Clique aqui\" type=\"button\" onclick=    \"if(this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display != ''){this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = '';this.value = 'Ocultar';} else{this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.value = 'Resposta';}\" \/>   <\/p>\n<div  style=\"display: none;\">\n<div class=\"gr1 cb97\" style=\" font-size: 16px; line-height:30px; width:98%;\">\nPara descobrirmos o d\u00edgito das unidades de um n\u00famero qualquer, podemos fazer a an\u00e1lise da congru\u00eancia desse n\u00famero m\u00f3dulo 10. Assim, para [tex]n=9867[\/tex], temos:<br \/>\n[tex]\\quad 9867\\equiv 7 \\,(\\text{mod}\\,10)\\quad \\textcolor{#6fa34c}{(i)}[\/tex]<br \/>\n[tex]\\quad 9867^2\\equiv 7^2 \\,(\\text{mod}\\,10).\\quad \\textcolor{#6fa34c}{(ii)}[\/tex]<br \/>\nComo [tex]7^2=49~[\/tex] e [tex]~49\\equiv 9 \\,(\\text{mod}\\,10)[\/tex], temos que:<br \/>\n [tex]\\quad 9867^2\\equiv 9 \\,(\\text{mod}\\,10).\\quad \\textcolor{#6fa34c}{(iii)}[\/tex]<br \/>\nA partir das propriedades anteriormente definidas e das congru\u00eancias [tex]\\textcolor{#6fa34c}{(i)}[\/tex] e [tex]\\textcolor{#6fa34c}{(ii)}[\/tex], segue que:<br \/>\n[tex]\\quad  9867^3=9867^2 \\times 9867\\equiv 9 \\times 7 \\,(\\text{mod}\\,10).[\/tex]<br \/>\nMas [tex]9\\times 7 =63~[\/tex] e [tex]~63\\equiv 3 \\,(\\text{mod}\\,10)[\/tex]; assim segue que<br \/>\n[tex]\\quad 9867^3\\equiv 3 \\,(\\text{mod}\\,10).\\quad \\textcolor{#6fa34c}{(iv)}[\/tex]<br \/>\nDas congru\u00eancias [tex]\\textcolor{#6fa34c}{(iii)}[\/tex] e [tex]\\textcolor{#6fa34c}{(iv)}[\/tex], temos [tex]98673\u221298672\\equiv 3-9 \\,(\\text{mod}\\,10)[\/tex]; no entanto, [tex]-6\\equiv 4 \\,(\\text{mod}\\,10)[\/tex], ent\u00e3o obtemos [tex]98673\u221298672\\equiv 4 \\,(\\text{mod}\\,10).[\/tex]<br \/>\nPortanto, o algarismo das unidades \u00e9 4, o que torna a alternativa \u201cC\u201d a resposta correta.\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"margin:30px;\">\n<div class=\"gr1 cb94\" style=\"font-size: 16px; line-height:25px;\">\n<span style=\"color: #6fa34c;\"><span style=\" font-size: 18px;\">&#10148;<\/span><strong> Problema 4.<\/strong><\/span> (OBM) Qual \u00e9 a maior pot\u00eancia de [tex]2[\/tex] que divide [tex]\\boxed{2011^{2012}-1}[\/tex]?<\/p>\n<div style=\"text-align:center;\"><input class=\"bo1 c9 cb93\" style=\"width:150px;\" value=\"Resposta\" title=\"Clique aqui\" type=\"button\" onclick=    \"if(this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display != ''){this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = '';this.value = 'Ocultar';} else{this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.value = 'Resposta';}\" \/>   <\/p>\n<div  style=\"display: none;\">\n<div class=\"gr1 cb97\" style=\" font-size: 16px; line-height:30px; width:98%;\">\nUtilizando a diferen\u00e7a entre quadrados, podemos fatorar a express\u00e3o [tex]\\boxed{2011^{2012}-1}[\/tex] da seguinte maneira:<br \/>\n[tex]\\quad 2011^{2012}\u22121=\\left(2011^{1006}\u22121\\right)\\cdot \\left(2011^{1006}+1\\right)\\\\<br \/>\n\\quad \\boxed{2011^{2012}\u22121=\\left(2011^{503}\u22121\\right)\\cdot \\left(2011^{503}+1\\right)\\cdot \\left(2011^{1006}+1\\right)}.[\/tex]<br \/>\nComo [tex]2011\\equiv -1 \\,(\\text{mod}\\,4)[\/tex], temos que:<br \/>\n[tex]\\quad \\left(2011^{1006}+1\\right)\\equiv \\left((-1)^{1006}+1\\right)\\,(\\text{mod}\\,4)\\\\<br \/>\n\\quad \\left(2011^{1006}+1\\right)\\equiv 2 (\\text{mod}\\,4)\\qquad \\textcolor{#6fa34c}{(i)}[\/tex]<br \/>\ne<br \/>\n[tex]\\quad  \\left(2011^{503}-1\\right)\\equiv \\left((-1)^{503}-1\\right)\\,(\\text{mod}\\,4)\\\\<br \/>\n\\quad \\left(2011^ {503}-1\\right)\\equiv -2 (\\text{mod}\\,4)\\\\<br \/>\n\\quad \\left(2011^ {503}-1\\right)\\equiv 2 (\\text{mod}\\,4).\\qquad \\textcolor{#6fa34c}{(ii)}[\/tex]<br \/>\nObserve tamb\u00e9m que [tex]2011\\equiv 3 \\,(\\text{mod}\\,8)[\/tex], logo:<br \/>\n[tex]\\qquad 2011^{503}\\equiv 3^{503} \\,(\\text{mod}\\,8)\\\\<br \/>\n\\qquad 2011^{503}\\equiv \\left(3^2\\right)^{251}\\cdot 3 \\,(\\text{mod}\\,8)\\\\<br \/>\n\\qquad 2011^{503}\\equiv \\left(1\\right)^{251}\\cdot 3 \\,(\\text{mod}\\,8)\\\\<br \/>\n\\qquad \\left(2011^{503}+1\\right)\\equiv \\left( 3+1\\right) \\,(\\text{mod}\\,8)\\\\<br \/>\n\\qquad \\left(2011^{503}+1\\right)\\equiv 4 \\,(\\text{mod}\\,8).\\qquad \\textcolor{#6fa34c}{(iii)}[\/tex]<br \/>\nOlhando  as congru\u00eancias [tex] \\textcolor{#6fa34c}{(i)}[\/tex], [tex]\\textcolor{#6fa34c}{(ii)}[\/tex] e [tex]\\textcolor{#6fa34c}{(iii)}[\/tex] sob o ponto de vista da divisibilidade temos que:  [tex]4 \\mid \\left(2011^{1006}+1\\right)-2[\/tex],  [tex]4 \\mid \\left(2011^{503}-1\\right)-2[\/tex] e  [tex]8 \\mid \\left(2011^{503}+1\\right)-4.[\/tex]<br \/>\nAssim, existem inteiros [tex]t\\,, k\\,, z[\/tex] tais que: [tex]\\left(2011^{1006}+1\\right)-2=4t[\/tex], [tex]\\left(2011^{503}-1\\right)-2=4k~[\/tex] e [tex]~\\left(2011^{503}+1\\right)-4=8z.[\/tex]<br \/>\nVamos analisar essas \u00faltimas igualdades:<\/p>\n<ul>\n<li>De [tex]\\left(2011^{1006}+1\\right)-2=4t[\/tex] segue que<br \/>\n[tex]\\quad \\left(2011^{1006}+1\\right)=2(2t+1)= 2t_1[\/tex], sendo [tex]t_1[\/tex] um n\u00famero \u00edmpar.<\/li>\n<li>De [tex]\\left(2011^{503}-1\\right)-2=4k~[\/tex] segue que<br \/>\n[tex]\\quad \\left(2011^{503}-1\\right)=2(2k+1)= 2k_1[\/tex], sendo [tex]k_1[\/tex] um n\u00famero \u00edmpar.<\/li>\n<li>De [tex]\\left(2011^{503}+1\\right)-4=8z~[\/tex] segue que<br \/>\n[tex]\\quad \\left(2011^{503}+1\\right)=4(2k+1)= 2^2z_1[\/tex], sendo [tex]z_1[\/tex] um n\u00famero \u00edmpar.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Dessa forma,<br \/>\n[tex]\\quad \\left(2011^{1006}+1\\right)\\cdot \\left(2011^{503}-1\\right) \\cdot \\left(2011^{503}+1\\right)=2^4\\cdot\\left( t_1 \\cdot k_1 \\cdot z_1\\right)\\\\<br \/>\n\\quad \\boxed{\\left(2011^{1006}+1\\right)\\cdot \\left(2011^{503}-1\\right) \\cdot \\left(2011^{503}+1\\right)=2^4\\cdot m}[\/tex]<br \/>\nsendo [tex]m[\/tex] um inteiro \u00edmpar.<br \/>\nPortanto<br \/>\n[tex]\\quad \\boxed{2011^{2012}\u22121=2^4\\cdot m}[\/tex], com [tex]m[\/tex] um inteiro \u00edmpar<br \/>\no que nos permite concluir que a maior pot\u00eancia de [tex]2[\/tex] que  divide [tex]\\boxed{2011^{2012}\u22121}[\/tex] \u00e9 [tex]2^4.[\/tex]\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"margin:30px;\">\n<div class=\"gr1 cb94\" style=\"font-size: 16px; line-height:25px;\">\n<span style=\"color: #6fa34c;\"><span style=\" font-size: 18px;\">&#10148;<\/span><strong> Problema 5.<\/strong><\/span> Prove que [tex]p^2\u22121[\/tex] \u00e9 divis\u00edvel por [tex]24[\/tex], se [tex]p[\/tex] for um n\u00famero primo maior do que [tex]3.[\/tex]<\/p>\n<div style=\"text-align:center;\"><input class=\"bo1 c9 cb93\" style=\"width:150px;\" value=\"Resposta\" title=\"Clique aqui\" type=\"button\" onclick=    \"if(this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display != ''){this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = '';this.value = 'Ocultar';} else{this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.value = 'Resposta';}\" \/>   <\/p>\n<div  style=\"display: none;\">\n<div class=\"gr1 cb97\" style=\" font-size: 16px; line-height:30px; width:98%;\">\nSe [tex]p[\/tex] \u00e9 um primo maior do que [tex]3[\/tex], ent\u00e3o [tex]p\\equiv \\pm 1 \\,(\\text{mod}\\,3)~[\/tex] e [tex]~p\\equiv  1 \\,(\\text{mod}\\,2)[\/tex], afinal, [tex]p[\/tex] \u00e9 \u00edmpar.<br \/>\nDa\u00ed, [tex]p^2\\equiv 1 \\,(\\text{mod}\\,3)~[\/tex] e segue que [tex]\\boxed{3 \\mid p^2-1}.[\/tex]<br \/>\nAl\u00e9m disso, sendo [tex]p=2k+1[\/tex], para algum [tex]k \\in \\mathbb{Z}[\/tex] sabemos que<br \/>\n[tex]\\quad p^2=\\left(4k(k+1)+1\\right)\\equiv 1 \\,(\\text{mod}\\,8)[\/tex],<br \/>\npois o produto [tex]k(k+1)[\/tex] \u00e9 par; e, portanto, [tex]\\boxed{8 \\mid p^2-1}.[\/tex]<br \/>\nComo [tex]mdc(8,3)=1[\/tex] e ambos dividem [tex]p^2-1[\/tex], segue que [tex] 24 \\mid p^2-1.[\/tex]\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"margin:30px;\">\n<div class=\"gr1 cb94\" style=\"font-size: 16px; line-height:25px;\">\n<span style=\"color: #6fa34c;\"><span style=\" font-size: 18px;\">&#10148;<\/span><strong> Problema 6.<\/strong><\/span> (IMO 1975) Seja [tex]s(n)[\/tex] a soma dos d\u00edgitos do n\u00famero natural [tex]n.[\/tex]<br \/>\nSe [tex]N=4444^{4444}[\/tex], [tex]A=s(n)~[\/tex] e [tex]~B=S(A)[\/tex], quanto vale [tex]S(B)[\/tex]?<\/p>\n<div style=\"text-align:center;\"><input class=\"bo1 c9 cb93\" style=\"width:150px;\" value=\"Resposta\" title=\"Clique aqui\" type=\"button\" onclick=    \"if(this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display != ''){this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = '';this.value = 'Ocultar';} else{this.parentNode.getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.value = 'Resposta';}\" \/>   <\/p>\n<div  style=\"display: none;\">\n<div class=\"gr1 cb97\" style=\" font-size: 16px; line-height:30px; width:98%;\">\nComo a soma dos algarismos de um n\u00famero natural deixa o mesmo resto que o pr\u00f3prio n\u00famero na divis\u00e3o por [tex]9[\/tex] (Voc\u00ea saberia justificar esta afirma\u00e7\u00e3o?), podemos concluir que:<br \/>\n[tex]\\qquad N\\equiv A\\equiv B \\equiv  s(B)\\,(\\text{mod}\\,9).[\/tex]<br \/>\nInicialmente, calcularemos o resto de [tex]N[\/tex] na divis\u00e3o por [tex]9.[\/tex] Para isso observe que, como [tex]4444\\equiv 16 \\equiv 7\\,(\\text{mod}\\,9)[\/tex],<br \/>\nent\u00e3o [tex]4444^{4444}\\equiv 7^{4444}\\,(\\text{mod}\\,9)[\/tex] e, portanto, precisamos encontrar o resto da divis\u00e3o de [tex]7^{4444}[\/tex] por [tex]9.[\/tex]<br \/>\nNote que [tex]343=7^3\\equiv 1 \\,(\\text{mod}\\,9)[\/tex] e, pela divis\u00e3o euclidiana, [tex]4444=1481\\times 3+1[\/tex]; assim, segue que:<br \/>\n[tex]\\qquad 7^{4444}=7^{1481\\times 3+1}=\\left(7^3\\right)^{1481}\\times 7\\equiv 7 \\,(\\text{mod}\\,9)[\/tex]<br \/>\ne, portanto, [tex]N=4444^{4444}\\equiv 7 \\,(\\text{mod}\\,9).[\/tex]<br \/>\nPerceba, ent\u00e3o, que [tex]\\boxed{s(B)\\equiv B\\equiv A  \\equiv N \\equiv 7 \\,(\\text{mod}\\,9)}.[\/tex]<br \/>\nNosso pr\u00f3ximo passo \u00e9 estimar o valor de [tex]B.[\/tex] Observe, inicialmente, que<br \/>\n[tex]\\qquad N=4444^{4444}\\lt 10000^{4444}=10^{4 \\times 4444}=10^{17776}.[\/tex]<br \/>\n Ent\u00e3o [tex]A=s(N)[\/tex] \u00e9 a soma de, no m\u00e1ximo, [tex]17776[\/tex] d\u00edgitos e, como o maior digito poss\u00edvel \u00e9 [tex]9[\/tex], conclu\u00edmos que<br \/>\n[tex]\\qquad A=s(N)\\lt 9 \\cdot 17776=159\\,984.[\/tex]<br \/>\nDessa forma, [tex]B=s(A)[\/tex] \u00e9 a soma de, no m\u00e1ximo, [tex]6[\/tex] d\u00edgitos: o primeiro \u00e9 no m\u00e1ximo [tex]1[\/tex] e, os demais, no m\u00e1ximo [tex]9.[\/tex] Segue, ent\u00e3o, que<br \/>\n[tex]\\qquad B=s(A)\\leq 1+5 \\cdot 9=46.[\/tex]<br \/>\nPor fim, dentre os inteiros positivos at\u00e9 46, a maior soma poss\u00edvel de d\u00edgitos \u00e9 [tex]12[\/tex], ou seja, [tex]s(B)\\leq 12.[\/tex]<br \/>\nE sendo [tex]s(B)\\equiv 7 \\,(\\text{mod}\\,9)[\/tex], o \u00fanico valor poss\u00edvel para [tex]s(B)[\/tex] \u00e9 [tex]7.[\/tex]\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c;   margin-top: 30px; margin-bottom: 8px; border: 0 none\"\/>\n<hr style=\"height:5px; width:100%;background-color:#6fa34c;  margin-top: 8px; margin-bottom: 8px;  border: 0 none\"\/>\n<hr style=\"height:1px; width:100%;background-color:#6fa34c;   margin-top: 8px; margin-bottom: 30px; border: 0 none\"\/>\n<p class=\"ti1 c9 \" style=\"line-height:30px;margin:30px; font-size:21px;\">VI &#8211; Criptografia: uma Aplica\u00e7\u00e3o Interessante<\/p>\n<p style=\"text-align:center; font-size:12px; line-height:20px;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/fig_39.png\" style=\"border:none\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"438\" class=\"aligncenter size-full wp-image-218516\" \/>Imagem extra\u00edda de Kaspersky.<\/p>\n<p>Atualmente, uma das grandes aplica\u00e7\u00f5es da Aritm\u00e9tica Modular no dia a dia \u00e9 na criptografia \u2013 a ci\u00eancia que tem como objeto de estudo a codifica\u00e7\u00e3o e decodifica\u00e7\u00e3o de mensagens e outras informa\u00e7\u00f5es por meio de algoritmos, no intuito de proteger dados.<br \/>\nA codifica\u00e7\u00e3o de uma mensagem se d\u00e1 por meio de uma correspond\u00eancia biun\u00edvoca entre todos os grafemas (letras) usados na mensagem e um conjunto finito e sequencial que ser\u00e1 a mensagem codificada. Assim, ela se torna ileg\u00edvel para aqueles que n\u00e3o possuem a sua \u201cchave\u201d, ou seja, a informa\u00e7\u00e3o restrita que controla toda a opera\u00e7\u00e3o dos algoritmos de criptografia.<br \/>\nPara explicar como se d\u00e1 essa rela\u00e7\u00e3o, podemos analisar um exemplo bastante conhecido na \u00e1rea: <\/p>\n<p style=\"margin:20px;\">\n<div class=\"gr1 cb95\" style=\"font-size: 16px; line-height:25px;\">\nBob e Alice s\u00e3o um casal e moram longe um do outro. Eles desejam estabelecer uma chave para codificar uma mensagem, mas todas as cartas que eles trocam podem ser facilmente lidas pelo carteiro. Para isso, eles utilizam um sistema de duas chaves: uma p\u00fablica e uma secreta.<br \/>\nEnt\u00e3o, por exemplo, Bob come\u00e7a enviando a Alice os n\u00fameros primos [tex]7[\/tex] e [tex]11:[\/tex]<br \/>\n&nbsp;&nbsp;&nbsp; o [tex]7[\/tex] ser\u00e1 a &#8220;base de uma pot\u00eancia&#8221;: [tex]7^x[\/tex]; e o [tex]11[\/tex] ser\u00e1 &#8220;o m\u00f3dulo de uma congru\u00eancia&#8221;: [tex]\\text{mod}\\,11[\/tex].<br \/>\n<span style=\" color: #77ae52;\"> <strong>Estes dois n\u00fameros s\u00e3o p\u00fablicos<\/strong>.<\/span><\/p>\n<ul>\n<li>Alice, ent\u00e3o, escolhe um n\u00famero, digamos [tex]x_A=3[\/tex] e, sem cont\u00e1-lo a ningu\u00e9m, nem mesmo para Bob, ela resolve a congru\u00eancia [tex]7^{x_A}\\equiv y_A \\,(\\text{mod}\\,11)[\/tex], encontrando [tex]y_A=2.[\/tex]<br \/>\n<span style=\" color: #77ae52;\"> <strong>O n\u00famero [tex]2[\/tex] \u00e9 enviado publicamente a Bob. <\/strong><\/span><\/li>\n<li>Ao mesmo tempo, Bob tamb\u00e9m escolhe um n\u00famero, sem contar para ningu\u00e9m. Supondo que Bob tenha escolhido [tex]x_B=5[\/tex], ele resolve [tex]7^{x_B}\\equiv y_B \\,(\\text{mod}\\,11)[\/tex], encontrando [tex]y_B=10.[\/tex]<br \/>\n<span style=\" color: #77ae52;\"> <strong>O n\u00famero [tex]10[\/tex] \u00e9 enviado a Alice, tamb\u00e9m publicamente.<\/span><\/strong><\/li>\n<li>A seguir, Alice e Bob calculam, respectivamente, [tex]y_B^{x_A}\\,(\\text{mod}\\,11)[\/tex] e [tex]y_A^{x_B}\\,(\\text{mod}\\,11)[\/tex] e o resultado encontrado ser\u00e1 a chave que o casal utilizar\u00e1 para codificar suas mensagens. Para o caso que exemplificamos, temos:<br \/>\n&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Alice: [tex]10^3\\equiv 10 \\,(\\text{mod}\\,11)[\/tex]<br \/>\n&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bob: [tex]5^2\\equiv 10 \\,(\\text{mod}\\,11).[\/tex]<\/li>\n<\/ul>\n<p>Perceba que para os dois o resultado foi o mesmo; e<strong> um n\u00e3o conhecia o n\u00famero secreto do outro<\/strong>!<br \/>\nIsso acontecer\u00e1 para quaisquer escolhas de [tex]x_A~[\/tex] e [tex]~x_B[\/tex] e, para entender o motivo, vamos analisar o processo que ocorreu.<br \/>\nO c\u00e1lculo que Alice realizou pode ser reescrito da seguinte maneira:<br \/>\n[tex]\\qquad y_B^{x_A}=10^3\\equiv \\left(7^5\\right)^3\\,(\\text{mod}\\,11)[\/tex]<br \/>\nE o c\u00e1lculo que Bob realizou pode ser reescrito da seguinte maneira:<br \/>\n[tex]\\qquad y_A^{x_B}=2^5\\equiv \\left(7^3\\right)^5\\,(\\text{mod}\\,11).[\/tex]<br \/>\nComo [tex]\\left(7^5\\right)^3=\\left(7^3\\right)^5[\/tex], \u00e9 claro que os n\u00fameros [tex]y_B^{x_A}[\/tex] e [tex]y_A^{x_B}[\/tex] s\u00e3o congruentes, m\u00f3dulo [tex]11[\/tex], e por isso Alice e Bob obtiveram o mesmo resultado.<br \/>\nEsse m\u00e9todo \u00e9 seguro porque, para algu\u00e9m diferente de Alice e Bob descobrir a chave utilizada, seria necess\u00e1rio antes descobrir os n\u00fameros [tex]x_A[\/tex] e [tex]x_B[\/tex] que Bob e Alice pensaram. Mas tudo o que essa pessoa saberia a respeito desses n\u00fameros seriam suas congru\u00eancias m\u00f3dulo [tex]11.[\/tex] No entanto, como existem infinitos n\u00fameros congruentes a [tex]2[\/tex] e [tex]10[\/tex] m\u00f3dulo [tex]11[\/tex], seria necess\u00e1rio fazer v\u00e1rias tentativas para conseguir, de fato, chegar a cada n\u00famero pensado pelo casal.<br \/>\n\u00c9 claro que partimos de n\u00fameros pequenos para deixar claro o processo que tecnicamente pode ser utilizado para n\u00fameros com muiiiiiiiiitos d\u00edgitos.<br \/>\nA chave que foi obtida pelo casal Alice e Bob pode ser utilizada de v\u00e1rias maneiras para codificar uma mensagem. Uma forma simples poderia ser a seguinte: <\/p>\n<ul>\n<li>Cada letra da mensagem original corresponderia \u00e0 letra a 10 posi\u00e7\u00f5es adiante no alfabeto, ou seja, A corresponderia a K, B corresponderia a L, e assim em diante. Se relacion\u00e1ssemos cada letra do alfabeto com um n\u00famero:<br \/>\n&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>1 &harr; A, 2 &harr; B, &#8230;, 25 &harr; Y, 26 &harr; Z<\/strong>,<br \/>\nent\u00e3o esse c\u00f3digo poderia ser descrito pela seguinte fun\u00e7\u00e3o:<br \/>\n&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>n\u00famero original + chave = n\u00famero codificado<\/em>.<br \/>\nNo caso de Alice e Bob,<br \/>\n&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>n\u00famero original + 10 = n\u00famero codificado<\/em>.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<p>Por fim, o uso da Aritm\u00e9tica Modular na criptografia n\u00e3o se limita apenas \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o. Atualmente, esse sistema \u00e9 utilizado para guardar senhas e arquivos na Internet, al\u00e9m de garantir a seguran\u00e7a de transa\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias. Vale ressaltar que os n\u00fameros utilizados nesses casos possuem dezenas ou centenas de algarismos, o que torna praticamente imposs\u00edvel a quebra dessa criptografia por \u201chackers\u201d ou meios tradicionais utilizando computadores. O exemplo explicado acima \u00e9 apenas uma forma simples de estabelecer a rela\u00e7\u00e3o entre criptografia e Aritm\u00e9tica Modular, pois da mesma forma que Bob e Alice esconderam sua chave secreta a partir de uma chave p\u00fablica que n\u00e3o apresentava riscos, os v\u00e1rios sistemas computacionais podem usufruir dessa mesma t\u00e9cnica, por\u00e9m com varia\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas mais complexas.<\/p>\n<hr style=\"height:2px; width:100%;background-color:#6fa34c;   margin-top: 20px; margin-bottom: 10px; border: 0 none\"\/>\n<hr style=\"height:2px; width:100%;background-color:#6fa34c;   margin-top: 10px; margin-bottom: 20px; border: 0 none\"\/>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #6fa34c; font-size: 18px;\"><strong>COM Geomestres Slay <\/strong> <span style=\"font-size:19px;\">(Col\u00e9gio Militar de Porto Alegre, RS)<\/span><br \/>\n<strong>Equipe COM &#8211; OBMEP<\/strong><\/span><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-size: 16px;line-height: 34px;text-align: right; color: #6fa34c;\">Maio de 2024.<\/p>\n<p style=\"margin:20px;\">\n<div  class=\"ref\" style=\"padding-left: 20px; padding-right:60px;line-height:20px;\">\n<strong>Refer\u00eancias:<\/strong><br \/>\n<strong>[1]<\/strong> HEFEZ, A.<strong> Elementos de Aritm\u00e9tica<\/strong>. 2\u00aa Edi\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: SBM, 2005.<br \/>\n<strong>[2]<\/strong> ALEX, Carlos. <strong>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Aritm\u00e9tica Modular<\/strong> &#8211; <a href=\"https:\/\/www.obm.org.br\/content\/uploads\/2021\/11\/NU_Aritmetica_Modular_Carlos_Alexandre_SO2021.pdf\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\"><span style=\"font-size:12px; color:#64c900;\"><strong>OBM<\/strong><\/span><\/a>. (Acesso em 05\/05\/2024)<br \/>\n<strong>[3]<\/strong> BARROS, Marco Antonio de Oliveira. <strong>Aritm\u00e9tica Modular: Aplica\u00e7\u00f5es no Ensino M\u00e9dio<\/strong> &#8211; <a href=\"https:\/\/sca.profmat-sbm.org.br\/profmat_tcc.php?id1=1005&#038;id2=1087\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\"><span style=\"font-size:12px; color:#64c900;\"><strong>Profmat<\/strong><\/span><\/a>. (Acesso em 05\/05\/2024)<br \/>\n<strong>[4]<\/strong> GARBI, Carlos. <strong>A Matem\u00e1tica Grega em uma Casca de Noz<\/strong> &#8211; <a href=\"https:\/\/rpm.org.br\/cdrpm\/51\/4.htm\n\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\"><span style=\"font-size:12px; color:#64c900;\"><strong>RPM 51<\/strong><\/span><\/a>. (Acesso em 05\/05\/2024)<br \/>\n<strong>[5]<\/strong> LIMA, Yuri Gomes. <strong>CONGRU\u00caNCIAS<\/strong> &#8211; <a href=\"https:\/\/www.obm.org.br\/content\/uploads\/2017\/01\/congru-3.pdf\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\"><span style=\"font-size:12px; color:#64c900;\"><strong>OBM<\/strong><\/span><\/a>. (Acesso em 05\/05\/2024)<br \/>\n<strong>[6]<\/strong>  <strong>140 &#8211; Aritm\u00e9tica Modular e Criptografia<\/strong> &#8211; <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=o73GkaOwFYs\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\"><span style=\"font-size:12px; color:#64c900;\"><strong>YouTube<\/strong><\/span><\/a>. (Acesso em 05\/05\/2024)<br \/>\n<strong>[6]<\/strong>  <strong>Aritm\u00e9tica dos restos<\/strong> &#8211; <a href=\"https:\/\/portaldaobmep.impa.br\/index.php\/modulo\/ver?modulo=63\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\"><span style=\"font-size:12px; color:#64c900;\"><strong>Portal da OBMEP<\/strong><\/span><\/a>. (Acesso em 05\/05\/2024)\n <\/div>\n<p style=\"margin:10px;\">\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Clique no bot\u00e3o abaixo para visualizar a Sala. Aritm\u00e9tica dos Restos 1) J\u00falia tem 132 balas e deseja dividi-las, inicialmente, entre 15 amigos e, o que sobrar, entre outros 5 amigos. Quantas balas sobrar\u00e3o para J\u00falia? 2) Agora, J\u00falia quer dividir um n\u00famero diferente de balas entre 13 amigos, de modo que cada um deles &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/a-sala-de-estudo-aritmetica-dos-restos\/\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"template-onecolumn.php","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-219855","page","type-page","status-publish","hentry","nodate","item-wrap"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/219855","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=219855"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/219855\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":226013,"href":"https:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/219855\/revisions\/226013"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/clubes.obmep.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=219855"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}